Prazeres / Sabores

Ninguém perdeu. Quem ganhou ou manteve as estrelas Michelin em Portugal?

De Norte a Sul, passando pelas ilhas, nomes nacionais e internacionais, cozinhas tradicionais portuguesas ou do mundo. A consagrada (e aguardada) lista dos melhores restaurantes nacionais do ano.

Foto: Pexels
23 de novembro de 2022 | Rita Silva Avelar
Portugal está cada vez mais na mira do Guia Michelin, que tem vindo a dedicar mais atenção "a este lado" da Península Ibérica: é por isso que temos 38 distinções na edição de 2023, e mais 7 novas na categoria Bib Gourmand (boa qualidade preço).

Anunciados ontem, 22 de novembro, os prémios entregaram cinco novas estrelas em Portugal, entre elas ao Encanto, de José Avillez, que consegue uma outra proeza, ser o primeiro vegetariano da Península Ibérica incluído no guia, além de ter mantido as duas estrelas que já tinha no Belcanto. A grande revelação foi o Kabuki Lisboa, um restaurante de cozinha asiática recém-inaugurado, do chef Paulo Alves, e o já consagrado Kanazawa, de Paulo Morais, que recebeu uma distinção há muito especulada. Juntam-se às novidades o Euskalduna Studio, do chef Vasco Coelho Santos e o Le Monument, de Julien Montbabut, ambos no Porto.

Dadas as novidades, que restaurantes conseguiram mantar as suas estrelas? O chef Diogo Rocha, que tem uma estrela desde 2019 no Mesa de Lemos, em Passos de Silgueiros, Viseu ganhou uma estrela verde. Entre aqueles que mantiveram a estrela já atribuida em anos anteriores estão o 100 Maneiras, de Ljubomir StanisicEneko Lisboade Eneko Atxa; o Vistasde Rui Silvestre; A Ver Tavira, de Luís Brito; Al Sud, de Louis Anjos; o Epurde Vincent Fargeso Fifty Seconds, de Martín Berasategui; o G Pousada, de Óscar António Gonçalves; A Cozinha de António Loureiro; o Midori de Pedro Almeida, o Feitoria de André Cruz; o William, de Luís Pestana; o Vista, de João Oliveira, o Pedro Lemos, de Pedro Lemos, a Fortaleza do Guincho, de Gil Fernandes, o Gusto, de Heinz Beck; o LAB, de Sergi Arola; o Largo do Paço, de Tiago Bonito; o Vila Foz, de Arnaldo Azevedo; o Loco, de Alexandre Silva; o Antiqvvm, de Vítor Matos; o Bon Bon de José Lopes; o Eleven de Joachim Koerper; o Cura, de Pedro Pena Bastos; e o Esporão, de Carlos Teixeira.

Com duas estrelas mantém-se a Casa de Chá da Boa Nova, Leça da Palmeira, de Rui Paula; o Alma, de Henrique Sá Pessoa; o Ocean, de Hans Neuner; o The Yeatman de Ricardo Costa; o II Gallo d’Oro, de Benoît Sinthon e o Vila Joya, de Dieter Koschina (além do já mencionado Belcanto).

Nos Bib Gourmand, chegam novas distinções ao Carnal (Lisboa), ao Oficio (Lisboa), ao Zunzum Gastrobar (Lisboa), à Gruta (Porto), à Semea by Euskalduna (Porto), À Mesa (Tavira) e ao Rio by Paulo André (Vila do Conde).

A lista, com localidades:

DUAS ESTRELAS

• Albufeira – Vila Joya
• Funchal – II Gallo d’Oro
• Leça da Palmeira – Casa de Chá da Boa Nova
• Lisboa – Alma
• Lisboa – Belcanto
• Porches – Ocean
• Vila Nova de Gaia – The Yeatman

UMA ESTRELA

• Almancil – Gusto
• Amarante – Largo do Paço
• Bragança – G Pousada
• Funchal – William
• Guimarães – A Cozinha
• Lagoa – Bon Bon
• Lagos – Al Sud
• Lisboa – 100 Maneiras
• Lisboa – CURA
• Lisboa – Eleven
• Lisboa – Encanto 
• Lisboa – Eneko Lisboa
• Lisboa – EPUR
• Lisboa – Feitoria
• Lisboa – Fifty Seconds
• Lisboa – Kabuki Lisboa 
• Lisboa – Kanazawa 
• Lisboa – Loco
• Passos de Silgueiros – Mesa de Lemos
• Portimão – Vista
• Porto – Antiqvvm
• Porto – Euskalduna Studio 
• Porto – Le Monument 
• Porto – Pedro Lemos
• Porto – Vila Foz
• Praia do Guincho – Fortaleza do Guincho
• Reguengos de Monsaraz – Esporão
• Sintra – Lab by Sergi Arola
• Sintra – Midori
• Tavira – A Ver Tavira
• Vila Nova de Cacela – Vistas Rui Silvestre.

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