Prazeres / Sabores

Vinhos do rock’n rol ao clássico

A comemoração dos 35 anos do Circo de Feras dos Xutos & Pontapés merece todo tipo de celebrações e o vinho é mais um brinde a uma carreira de sucesso. Um branco da Madeira e um tinto do Dão com reconhecimento internacional e ainda um reserva de montanha de Trás-os-Montes e dois brancos que vale a pena ter em casa.

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04 de março de 2022 | Augusto Freitas de Sousa

Xutos & Pontapés Edição Especial 35

A Casa Relvas assinala os 35 anos do álbum Circo de Feras dos Xutos & Pontapés com o lançamento de um vinho limitado a 4000 garrafas da Herdade de São Miguel. Este tinto edição especial foi elaborado com as castas Alicante Bouschet, Touriga Franca e Touriga Nacional, estagiou nove meses em barricas de 400 litros de carvalho francês, e é vendido em caixa de madeira. €20

Xutos & Pontapés Edição Especial 35
Xutos & Pontapés Edição Especial 35 Foto: D.R

Mont’Alegre Vinhas Velhas Tinto 2018

Um regresso às origens do enólogo Francisco Gonçalves e à redescoberta da sua identidade. Feito a partir de uma mistura de castas, este vinho estagiou em barricas de carvalho francês. O responsável refere que a região é ideal para estagiar e envelhecer os vinhos de montanha. €12

Mont’Alegre Vinhas Velhas Tinto 2018
Mont’Alegre Vinhas Velhas Tinto 2018 Foto: D.R

Listrão dos Profetas – Vinho da Corda 2020

O primeiro vinho de mesa da Madeira (Porto Santo) a receber pontuações tão elevadas na reputada revista de vinhos Wine Advocate. Os 95 pontos Parker, o máximo que os brancos portugueses atingiram neste ranking, referem-se a este monocasta Listrão elaborado pelo enólogo António Maçanita. As uvas foram transportadas de barco para a ilha da Madeira, uma vez que não é legal a vinificação no Porto Santo. €51,30

Listrão dos Profetas – Vinho da Corda 2020
Listrão dos Profetas – Vinho da Corda 2020 Foto: D.R

Adega de Penalva Maceração Pelicular 2020

Mais um vinho elaborado pelo enólogo Virgílio Loureiro e António Pina que recupera o antigo branco das casas senhoriais da região do Dão que eram engarrafados e esquecidos na cave e, quanto mais tempo, melhor ficavam. Feito a partir da casta branca Malvasia-Fina, a fermentação foi espontânea com maceração pelicular durante 15 dias em cubas de inox e estágio de seis meses em barricas de 600 litros de carvalho francês usadas. €7,50

Adega de Penalva Maceração Pelicular 2020
Adega de Penalva Maceração Pelicular 2020 Foto: D.R

Dorina Lindman Branco 2021

A última edição da Quinta do Plansel com enologia de Dorina Lindman, elaborado a partir das castas Gouveio (40%), Viosinho (30%) e Arinto (30%). A fermentação foi feita em cubas de inox de pequena capacidade durante cerca de quatro semanas e, após o estágio, o vinho é filtrado e biologicamente estabilizado. A maturação também ocorre em inox. €6,20

Dorina Lindman Branco 2021
Dorina Lindman Branco 2021 Foto: D.R

Casa da Ínsua Reserva 2016 

O tinto da Região Demarcada do Dão, produzido a partir das castas Touriga-Nacional, Tinta-Roriz e Alfrocheiro, conquistou a medalha "grande ouro" no concurso internacional de vinhos "Vinalies International 2022", que decorreu em Paris. Com 12 meses de estágio em barricas de carvalho francês e americano, o vinho tem, segundo os responsáveis, grande capacidade de envelhecimento. €23

Casa da Ínsua Reserva 2016 
Casa da Ínsua Reserva 2016  Foto: D.R
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Dois vinhos do Porto biológicos de casas com um longo historial no mercado, um puro Alvarinho e um regional alentejano que utiliza a mesma casta. Mais um lançamento de um tinto de Penalva e um novo projeto no Douro Superior.

Vinhos muito originais e com personalidade à mesa

Não obedecer à “regra” das castas portuguesas ou do seu território, é uma opção de muitos produtores e enólogos e igualmente legítima. Dois tintos e um branco regionais, e um verde e um transmontano, ambos DOC. A fechar um “Caracol” de Porto Santo.

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Para abrir, dois espumantes, ambos de terras perto da Serra da Estrela, que se servem à mesa e não apenas nos brindes. Um clássico premiado do Douro e um vizinho com certificação. Uma novidade de Dirk Niepoort e um espanhol da Rioja agora à venda por cá.

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Desde logo uma casta pouco amada, a Moscatel, que pode fazer grandes vinhos; um branco do Douro e um licoroso de Setúbal. A viagem passa pelo Tejo com um rosé recente, ainda pelo Douro com um tinto e um branco e a fechar um Encruzado clássico.

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Em todos os vinhos se comemora a natureza e as suas transformações. Um importante equilíbrio ambiental que importa preservar e fomentar. Uma seleção que promove a paridade: dois rosés do Alentejo, dois brancos dos Açores e da Bairrada e dois tintos do Douro.