Prazeres / Sabores

Vinhos para beber com serenidade

A chuva ainda não se manteve neste mês, mas já assustou algumas vindimas que ainda se fazem pelo país fora. Dois monovarietais brancos do Sul e do Norte e um ‘blend’ duriense, um tinto de vinhas velhas transmontanas e dois mais jovens do Alentejo e Douro compõem a lista de sugestões desta semana.

Foto: Freepik
16 de setembro de 2022 | Augusto Freitas de Sousa

Adega Mãe Parcela Amarela 2019

O novo monovarietal Viosinho pela mão do enólogo Diogo Lopes no terroir de Lisboa reforça a nova gama de vinhos de parcela do produtor de Torres Vedras. A partir de uvas que se têm destacado num talhão dominado pelo calcário, o vinho foi alvo de uma vinificação específica em ovo de cimento e em barricas de 400 litros de carvalho francês. Os responsáveis referem que é uma espécie de "grand cru" da Adega Mãe. €20

Adega Mãe Parcela Amarela 2019
Adega Mãe Parcela Amarela 2019 Foto: D.R

Raio de Luz Vinhas Velhas DOC Douro 2020

As vinhas velhas são provenientes das três sub-regiões durienses que os responsáveis da Herdade do Rocim classificam como tendo a frescura do Baixo Corgo, a complexidade do Cima Corgo e a potência do Douro Superior. Com enologia de Catarina Voieira e Pedro Ribeiro, este tinto foi fermentado em lagares de granito e estagiou 16 meses em balseiros de carvalho francês. €9,95

Raio de Luz Vinhas Velhas DOC Douro 2020
Raio de Luz Vinhas Velhas DOC Douro 2020 Foto: D.R

Dona Matilde Reserva branco 2019

Um field blend produzido a partir das castas Arinto, Viosinho, Rabigato e Gouveio de vinhas da Quinta Dona Matilde com cerca de 25 anos. Prensagem suave e fermentação e estágio de seis meses em barricas de 300 litros. O produtor refere que este branco Douro DOC deve ser guardado com a garrafa deitada, mas como é filtrado, está pronto para ser bebido. €24

Dona Matilde Reserva branco 2019
Dona Matilde Reserva branco 2019 Foto: D.R

Palácio dos Távoras Tinta Gorda 2021

Feito exclusivamente com a casta Tinta-Gorda, este vinho tinto da casa Costa Boal com enologia de Paulo Nunes, provém de uma vinha centenária no planalto mirandês, em Trás-os-Montes. Vindimas tardias e escolha minuciosa dos bagos. Estagiou em barricas de 500 litros e a produção é de apenas de 3333 garrafas. €35

Palácio dos Távoras Tinta Gorda 2021
Palácio dos Távoras Tinta Gorda 2021 Foto: D.R

Herdade das Servas Sem Barrica tinto 2021

Proveniente do terroir de Estremoz, no Alentejo, o produtor Luís Serrano Mira lançou uma nova colheita depois de um histórico de três edições. O responsável refere que nos recorda os grandes vinhos alentejanos do passado sem a intervenção do estágio em madeira. Feito a partir das castas Alicante Bouschet (70%), Touriga Franca (15%) e Touriga Nacional (15%), este tinto estagiou durante quatro meses em cuba de inox e, após o engarrafamento, repousou em garrafa durante três meses. €10

Herdade das Servas Sem Barrica tinto 2021
Herdade das Servas Sem Barrica tinto 2021 Foto: D.R

Gorro Loureiro 2021

A Portugal Boutique Winery refere que a ideia foi expressar de forma autêntica e genuína a casta Loureiro no seu habitat natural: o vale do Lima. As uvas são provenientes de duas vinhas distintas a cerca de cinco quilómetros do oceano Atlântico. O branco monocasta Loureiro foi vindimado manualmente, a fermentação em cubas de inox e o estágio em inox sobre borras finas durante cinco meses. €11

Gorro Loureiro 2021
Gorro Loureiro 2021 Foto: D.R
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Num mês em que tradicionalmente acontecem as vindimas – há regiões que as fazem mais cedo e outras mais tarde –, vinhos que evocam uma das atividades mais antigas na agricultura. Dois tintos do Tejo e Douro, três brancos a Sul e a Norte e um açoriano com pontuações únicas.

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