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Quer ver como era um determinado local há 40 anos? Use a nova funcionalidade da Google Earth

Agora é possível observar o nosso planeta por um outro prisma: o do tempo. Uma funcionalidade que recorreu a 24 milhões de fotografias de 1984 a 2020, permitindo-nos perceber a transformação das civilizações e da biodiversidade, bem como o efeito das alterações climáticas, na Terra.

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16 de abril de 2021 | Marta Vieira

Há um antes e um depois do Google Earth. Desenvolvido há quase 20 anos, este programa computacional da Google que permite obter uma imagem tridimensional do globo terrestre foi a autêntica revolução na forma como vemos a Terra.

Com o tempo, habituámo-nos a ver o planeta azul – okay, não tão azul como já foi – sob uma perspetiva aérea e numa dimensão 3D. A população pode, deste modo e talvez pela primeira vez, descobrir locais inéditos e deslumbrar-se com as paisagens mais ofuscantes.

Agora, o Google Earth teve a maior atualização desde 2017: o Timelapse. A nova funcionalidade que permite "mexer com o tempo" – para trás e para a frente, desde os últimos 40 anos. Trata-se de uma experiência interativa 4D como propósito de perceber a evolução sofrida pelo planeta nestas últimas quatro décadas, seja o crescimento de cidades, o degelo, o engolir das orlas costeiras ou desaparecimento das maiores florestas – um cenário pouco animador, mas realista. Para isso, foram necessárias 24 milhões de fotografias dos últimos 37 anos, isto é, de 1984 até 2020.

E de que forma se pode usar esta nova função? Simples, através deste link direto ou abrindo a página do Google Earth e clicando no ícone do leme na coluna esquerda, procurando de seguida o Timelapse na plataforma de storytelling Voyager. Depois é só selecionar o local que deseja visualizar, pelo que pode mover a linha do tempo que aparece no mesmo painel. Também se torna exequível pesquisar cerca de 200 locais distintos com base numa lista temática, através da opção locais em destaque ou ainda realizar um dos cinco tours que a plataforma preparou, intitulados "mudança nas florestas", "beleza frágil", "fontes de energia", "expansão urbana" ou "planeta em aquecimento". Da mesma forma, aqui ou no Youtube foram desenvolvidos mais de 800 vídeos Timelapse em 2D e 3D.

Para o desenvolvimento do Timelapse foi necessária a criação de um vídeo total do planeta Terra, através do Earth Engine, a plataforma Google para a análise geoespacial. Foram mais de dois milhões de horas de processamento nos aparelhos do Google Caoud, para ter uma noção. Da mesma forma, esta função deve muito à NASA, ao programa Landsat do United States Geological Survey e ainda ao programa Copérnicus da União Europeia.

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