Prazeres / Sabores

6 vinhos para aquecer a alma

Num mês que se prevê rigoroso, os trabalhos no campo nunca param. É a altura da poda, uma das operações mais delicadas e importantes para o crescimento das uvas. Só para quem sabe. Quatro tintos do Alentejo, Lisboa e Douro, um branco alentejano da Madeira e um duriense feito de tradição e terroir.

Foto: Pexels
13 de janeiro de 2023 | Augusto Freitas de Sousa

Paulo Laureano Verdelho 2019 

Um monocasta Verdelho, obtido a partir de vinhas velhas provenientes da ilha da Madeira. Um branco obtido a partir de vinhas velhas enxertadas com garfos provenientes do arquipélago. Após a fermentação o vinho estagiou sob borras finas de forma a obter uma maior untuosidade. Foi engarrafado em junho de 2021. €20,35

Paulo Laureano Verdelho 2019
Paulo Laureano Verdelho 2019 Foto: Jorge Simão

Caves Velhas Romeira Garrafeira Reserva 2019

Um lançamento com história de um tinto que nos anos 80 deu que falar e que mantém a prática antiga de guardar o vinho por mais um ano em garrafa depois do estágio. Da vinícola Quinta do Boição, feito com as castas Castelão, Tinta Miúda e Trincadeira, o vinho passou vários meses em barricas de carvalho francês. Os responsáveis apelidam-no de vinho de guarda, com mais de 30 meses de estágio no total. €6,69

Caves Velhas Romeira Garrafeira Reserva 2019
Caves Velhas Romeira Garrafeira Reserva 2019 Foto: D.R

São Luiz Grande Reserva Branco 2018 

Um vinho da casa Kopke da série Winemaker’s Collection da região do Baixo Corgo no Douro, com enologia de Ricardo Macedo, feito a partir das castas Folgazão e Rabigato com estágio em barricas de 300 litros numa edição limitada, numerada e assinada de 4400 garrafas. As uvas foram vindimadas manualmente com seleção em tapete de escolha. Após prensagem, terminou a fermentação já nas barricas entre 2018 e 2022. €30

São Luiz Grande Reserva Branco 2018 
São Luiz Grande Reserva Branco 2018  Foto: D.R

Syrah da Discórdia 2020

Produzido exclusivamente com uvas da casta Syrah colhidas na vinha da Herdade Vale d’Évora num terroir diferenciado junto à cidade de Mértola, uma das regiões mais quentes do país e de solos áridos de xisto. Os responsáveis referem um tinto terroso, quente, de perfil clássico, mas com frescura. A vindima foi manual com seleção e desengace total. A fermentação ocorreu a temperatura controlada. Estagiou em barricas de 300 litros de carvalho francês. Foram produzidas 2500 garrafas. €16,50

Syrah da Discórdia 2020
Syrah da Discórdia 2020 Foto: D.R

Falua Reserva Unoaked Tinto 2020

Um 100% Touriga Nacional, um tinto regional do Tejo feito em solos arenosos com calhau rolado. As uvas foram vindimadas manualmente em caixas de 15 quilos e, logo após a vindima, arrefecidas e mantidas à mesma temperatura durante 24 horas. Após este período são desengaçadas e esmagadas, seguindo-se uma maceração pré-fermentativa e fermentação alcoólica com temperatura controlada em pequenas cubas de inox, com maceração prolongada. €14,49

Falua Reserva Unoaked Tinto 2020
Falua Reserva Unoaked Tinto 2020 Foto: D.R

José de Sousa Tinto 2019

Um tinto da adega José de Sousa Rosado Fernandes que existe desde 1878, situada em Reguengos de Monsaraz, e adquirida pela José Maria da Fonseca em 1986. Com enologia de Domingos Soares Franco, feito a partir das castas Grand Noir (56%), Trincadeira (32%) e Aragonês (12%), esteve oito meses em barricas de carvalho francês. Os responsáveis da casa referem uma longevidade de 10 anos após o engarrafamento que ocorreu em fevereiro de 2022. €9,99

José de Sousa Tinto 2019
José de Sousa Tinto 2019 Foto: D.R
Saiba mais Vinhos
Relacionadas

Vinhos para esquecer as segundas-feiras

Há quem diga que janeiro equivale às segundas-feiras, mais difícil, custoso e demorado. Nada como desmontar a perceção com três tintos durienses todos da região do Cima Corgo, e mais dois que descem pelo Dão até ao Alentejo. Para concluir, um branco dos verdes com uma casta típica.

Vinhos para começar 2023 em grande

Algumas propostas para um começo de ano mais reconfortante: dois tintos do Alto Alentejo e dois monocasta ainda alentejanos, um tinto biológico do Douro e, a fechar, um branco do Tejo.

Mais Lidas
Sabores Vinhos para beber no mês mais curto do ano

Foi uma imposição do imperador romano César Augusto que um dos dias de fevereiro passasse para agosto porque antes o mês tinha 29 dias (30 nos anos bissextos). Enfim, é empo suficiente para provar três tintos do Douro, Dão e Alentejo, um champanhe clássico, um Porto de Favaios e um branco de Monção e Melgaço.