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Cidade flutuante nas Maldivas inaugura em 2024

A ilha paradisíaca é da autoria do arquiteto holandês Koen Olthuius, que planeia apenas construções sobre água. As cores vibrantes das casas dançam com os recifes de corais das Maldivas, que não vão ser danificados com o projeto.

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08 de julho de 2022 | Ana Francisca Oliveira
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Uma ilha que acomoda até 20 mil pessoas está a ser construída no Oceano Índico, a 10 minutos de barco da capital das Maldivas, Malé. A cidade com padrão semelhante a um coral cerebral vai ter 5 mil unidades, como casas, restaurantes, lojas e escolas, e os residentes podem começar a mudar-se em 2024. A ilha estará rodeada de praia, e os canais de água permitirão aos habitantes deslocar-se de barco, a pé, de bicicleta ou de scooter elétrico.

2022-07-04_15_59_04 20210222-Banner-Visual-2-normal-size-2048x1152.jpg Foto: WaterStudio

O projeto é uma parceria entre a promotora imobiliária Dutch Docklands e o Governo das Maldivas, e conta com a arquitetura de Koen Olthuius, fundador da WaterStudio. Pretende-se oferecer uma solução sustentável à dura realidade da subida do nível do mar, já que as Maldivas são extremamente vulneráveis ao aquecimento global

2022-07-04_16_12_55 20210222-Banner-Visual-3-normal-size-2048x1152.jpg Foto: WaterStudio

80% da área da ilha está a menos de um metro acima do nível do mar, e Koen Olthuius afirma à CNN que este projeto "pode provar que existe habitação acessível a grandes comunidades, e cidades normais sobre a água que também são seguras. Eles (maldivanos) passarão de refugiados climáticos a inovadores".

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2022-07-04_16_14_45 20210224-Banner-Visual-1-normal-size-2048x1152.jpg Foto: WaterStudio

O arquiteto fundou a firma WaterStudio em 2003, dedicada inteiramente a construção em água, e já conta com mais de 300 projetos. Koen Olthuius afirma que o impacto ambiental da estrutura da cidade foi rigorosamente avaliado por peritos em coral e aprovado pelas autoridades governamentais antes do início da construção, e bancos artificiais de coral feitos de espuma de vidro estarão ligados à parte inferior da ilha.

As unidades modulares vão ser afixadas a um casco de betão subaquático, e a cidade funcionará normalmente, com eletricidade, esgotos, e uma alternativa sustentável a ar condicionado.

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