Prazeres / Artes

A obra de arte mais cara de sempre é também um grito social

“Da Vinci of Debt” chama à atenção para a dívida de 45 milhões de dólares dos estudantes universitários norte-americanos.

Foto: Natual Light
28 de janeiro de 2021 | Must
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Imagine 2.600 diplomas universitários a esvoaçar em espiral numa estrutura em cascata ajustada a partir de um soberbo teto. Estamos na Grand Central Station, em Nova Iorque e cada um destes exemplares vale 148 mil euros, o custo médio do ensino universitário nos EUA. Juntos perfazem uma obra de aproximadamente 387 milhões de euros. É só a mais valiosa de que há memória.

A obra "Da Vinci of Debt" pertence à Natural Light, uma das marcas de cerveja light mais vendida nos EUA, que deu a conhecer a peça. Ao momento, esta conseguiu mesmo superar a pintura mais cara já vendida, o quadro "Salvator Mundi" de 600 anos, de Leonardo Da Vinci.

Mas há aqui um propósito bem maior e mais social. É que esta obra quer chamar à atenção para a questão da dívida estudantil nos EUA, um problema que não é de agora, e que continua a afetar a maioria dos jovens – e são milhões – que quer ingressar no ensino superior e são obrigados a fzer empréstimos astronómicos.

Daniel Blake, o vice-presidente de marketing da Natural Light, encontrou aqui um paralelismo inusitado "o custo do mundo da arte é uma ótima analogia para o alto custo de frequentar uma faculdade em quatro anos", até porque esta dívida "é uma das questões mais importantes e, infelizmente, uma das mais incapacitantes para os americanos de hoje".

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Foto: Natural Light

A ideia primordial da Natural Light é que os alunos não sintam que a passagem pela faculdade é ofuscada pela questão monetária, para que possam usufruir da experiência o mais plenamente possível. Joe Biden o recém-eleito presidente dos EUA já afirmou que a educação é um dos seus focos, até mesmo porque a sua mulher, professora de inglês, conhece bem os meandros da área. Resta saber de que forma pretende fazê-lo e se a dívida estudantil está em agenda.

A obra de arte esteve em exposição de 14 a 16 de janeiro na Grand Central Station em Nova Iorque. No entanto, para quem não teve a oportunidade de a visitar, é possível interagir digitalmente através da experiencia online proporcionada pela Natural Light no seu site ou através da lente AR no Snapchat.

Foto: Natural Light
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