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Conheça a síndrome incapacitante de Rafael Nadal

A carreira do tenista espanhol está a ser afetada pela síndrome de Müller-Weiss, doença que causa dores crónicas e deformações nos ossos.

Rafael Nadal no Giorgio Armani Tennis Classic (2022) Foto: Getty Images
24 de junho de 2022 | Ana Francisca Oliveira
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Rafael Nadal sofre de osteocondrite do escafoide, mais conhecida como síndrome de Müller-Weiss, desde os 18 anos. A doença degenerativa afeta os pés, o esquerdo no caso de Nadal, e não tem cura. De acordo com Denis Mainard, presidente da Associação Francesa de Cirurgia do Pé e chefe de Cirurgia Ortopédica do Hospital de Nancy, à agência de notícias AFP, "entre as pessoas que exigem muito dos seus pés, o osso desintegra-se, esmaga-se, pode fragmentar-se e, no final, evoluir para artrose com redução do arco plantar".


A síndrome tem cinco estágios, sendo o primeiro assintomático, o que torna o diagnóstico bastante difícil, e o último a osteoartrite, que se caracteriza pelo desgate da cartilagem articular e por alterações ósseas. As causas são desconhecidas, mas existem alguns fatores que podem aumentar o risco de aparecimento, como excesso de peso, fraturas e pé plano (ou chato), ou seja, a ausência ou diminuição do arco plantar do pé. 

Para o tenista as dores tornaram-se crónicas, pois coloca os pés em esforço constante. O uso de palmilhas adequadas, anti-inflamatórios e de descanso são alguns métodos que diminuem os efeitos da doença. Porém, é aconselhada fisioterapia regular e prática de exercício com orientação de um profissional, explica Mateus Martinez, especialista em fisioterapia desportiva pela Universidade de Queensland, à edição brasileira da revista GQ.

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Rafael Nadal conquistou o seu 22º Grand Slam em França no início de junho, e tem intenção de competir no Torneio de Wimbledon, que começa na próxima segunda-feira, 27 de junho.
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