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A história inacreditável por trás do incêndio de Notre-Dame

Comovido pela bravura dos bombeiros voluntários que lutaram contra as chamas no incêndio de 2019, o realizador Jean-Jacques Annaud recriou em tela uma das tragédias mais marcantes do século. Uma longa-metragem que funde situações recriadas e imagens reais.

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26 de julho de 2022 | Ana Filipa Damião

Não há modo de esquecer o dia em que todos os noticiários anunciaram que a Catedral de Norte-Dame estava a arder. O fogo espalhou-se rapidamente pelo templo religioso, construído há 850 anos, e apenas não ficou completamente destruído devido aos esforços dos bombeiros voluntários franceses, imortalizados na obra do realizador Jean-Jacques Annaud.

Tudo começou na tarde de 15 de abril de 2019, enquanto se celebrava a missa da Semana Santa em Paris. Um alarme de incêndio disparou na sala de controlo da catedral – eram 18 horas e 17 minutos. O segurança na sala apressou-se a alertar um colega, que foi imediatamente investigar: haveria um incêndio no sótão da sacristia, mas nada foi encontrado. Pensou-se, aliás, que o alarme de incêndio não era "a sério", como acontece nas simulações, e os indivíduos que assistiam à missa retornaram aos seus lugares. Foram precisos mais alguns minutos para se aperceberem que, afinal, algo estava muito, muito errado.

Por essa altura o incêndio já tinha deflagrado no sótão da nave – e não da sacristia – uma zona conhecida por "floresta", pela sua complexa estrutura de vigas de carvalho que suportavam o telhado. Visto tratar-se de um edifício do século XII (iniciado em 1156 e finalizado em 1345), não continha sistema antifogo – nem aspersores, nem paredes preparadas para a calamidade. Notre-Dame apenas se mantem hoje em pé graças a um pequeno grupo de bombeiros que se voluntariaram a salvar um dos locais mais visitados da Europa. "A destruição total foi evitada por uma questão de 15 a 30 minutos", informou Laurent Nuñez, secretário de Estado do Interior francês (deixou o cargo em 2020) na altura do incidente.

Notre-Dame em Chamas, de Jean-Jacques Annaud, conhecido por realizar O Nome da Rosa, retrata o incidente na íntegra. O objetivo? Precisão documental e grandeza cinematográfica, explica um pequeno texto no site dedicado à longa-metragem. "O princípio base é recriar o incêndio de 15 de abril utilizando imagens de arquivo tiradas naquela fatídica noite juntamente com imagens que ninguém foi capaz de filmar à medida que a tragédia se desenrolava, gravadas em enormes cenários réplica," pode ler-se no site.

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