Viver

Estudo. Quanto dinheiro precisamos para levar uma vida confortável?

Um grupo de investigadores britânicos inquiriu oito mil pessoas a fim de descobrir qual seria o montante ideal para viverem uma vida feliz. As respostas poderão surpreendê-lo.

Foto: D.R
22 de julho de 2022
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Quanto dinheiro é necessário ter para desfrutar de uma vida sem dores de cabeça nem preocupações? O ser humano deseja sempre o que não pode ter? Foi a estas perguntas que um novo estudo, levado a cabo pelas Universidades Bath, Bath Spa e Exeter, na Inglaterra, tentou responder.

"Os humanos têm desejos ilimitados", afirma o estudo. Este princípio económico fundamental sobre a natureza humana, altamente aceite um pouco por todo o mundo, coloca desafios consideráveis à sustentabilidade, pois perseguir riqueza e crescimento económico de modo a ir ao encontro desses desejos ilimitados sobrecarrega os recursos do planeta e agrava a poluição.

Mas será mesmo assim? A fim de encontrar uma resposta, a equipa de investigadores questionou oito mil indivíduos, de 33 países diferentes. No fim, descobriram que grande parte dos voluntários se opunha à premissa acima mencionada.

86% dos indivíduos afirmou que 10 milhões de dólares, cerca de 8,9 milhões de euros, seria o montante para viverem uma "vida ideal". Apenas uma minoria, de 8 a 39%, respondeu que queria ter tanto dinheiro quanto fosse possível, minoria esta personificada tendencialmente por jovens residentes em cidades, que valorizam muito o seu poder, sucesso e independência e que vivem em países com uma maior concentração coletiva.

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Oura exceção curiosa que se descobriu ao longo da investigação relaciona-se com os inquiridos norte-americanos. Nos EUA, a maior parte das pessoas acredita que precisaria de pelo menos 100 milhões de dólares (cerca de 98,122 milhões de euros) para a dita "vida ideal", com 31,7% a preferir 100 mil milhões de dólares. Por outro lado, mais de 50% de indivíduos da Argentina, Índia e Rússia disseram que apenas precisavam de um milhão de dólares.

Assim, os resultados sugerem que os objetivo de limitar o crescimento económico, com base numa abordagem sustentável, pode, na realidade, ser mais "consistente com os ideais e ambições humanas do que é comumente acreditado."

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