Uma "réstia de sol” ou um brinde a quem ainda acredita no tempo
O percurso do produtor da Casa da Réssa (uma palavra antiga do Douro e Minho que significa réstia de sol), Alexandre Dias, fez-se ligado ao mundo empresarial e à gestão, mas deixou-se transformar pelo território. Um cruzamento entre disciplina empresarial e paixão pela terra que o levou a apaixonar-se por uma parcela antiga.
É assim que surge o Grande Reserva 2021 que a casa refere “não procurar ser consensual, mas antes verdadeiro”. Os responsáveis pela viticultura e enologia garantem que o tinto “não foi concebido para responder a modas passageiras, nem excesso de extração, nem madeira ostensiva, nem perfil internacionalizado”. A ideia foi “o foco no território, na fruta e na identidade da parcela”.
A quinta justifica o preço acima da média com a tradição em que o melhor vinho do agricultor “não era o mais barato, era o que ficava reservado, o que se guardava para ocasiões especiais ou para vender em pipa a quem o sabia valorizar”. Os responsáveis acrescentam que “durante décadas, muitos desses vinhos nunca foram engarrafados nem reconhecidos como mereciam”, pelo que, o que fizeram, “foi finalmente dar valor a esse vinho original de agricultor, ao seu carácter, à sua identidade, à sua verdade”.
Quanto à forma como foi feito, a vinícola esclarece que nas vinhas velhas selecionadas a vindima foi manual e a fermentação com intervenção mínima. O estágio em madeira foi pensado “para integrar e estruturar, nunca para mascarar”. Já quanto à harmonização, apontam para um arroz de cogumelos silvestres como “uma combinação particularmente feliz”, ou maranhos da beira baixa, “onde a estrutura e a frescura do vinho equilibram a textura e a untuosidade do prato”. Os responsáveis da casa brindam “a quem ainda acredita no tempo, no tempo da terra, no tempo da conversa, no tempo da construção paciente”.
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