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Já foi ameaçado de morte? Este é o homem que quer ao seu lado

Will Geddes é o especialista em proteção pessoal a quem as estrelas recorrem quando têm problemas. Conversa com o guarda-costas da vida real.

Foto: Jude Edginton- The Times
13 de abril de 2020 | Julia Llewellyn Smith

 Will Geddes é o segredo embaraçoso da Lista A. O seu número de telefone está gravado nas listas de contactos de dezenas de multimilionários, CEO, estrelas de rock e lendas do cinema, mas poucos admitem conhecê-lo. "Ninguém quer ser associado a mim", diz, rindo-se. "Por exemplo, fui aos Brit Awards, a convite de alguém, e uma figura muito proeminente da indústria da música começou a dirigir-se a mim. Eu disse à pessoa que me convidara: ‘Prepare-se para a reação que vai ver.’ Vi um vislumbre de reconhecimento nos olhos da tal pessoa, o seu rosto abriu-se num sorriso e ele estendeu o braço para me apertar a mão. Depois vi esse olhar mudar para ‘Ah, agora já estou a ver quem é’. Deu imediatamente uma volta de 90 graus e foi-se embora." Noutra ocasião, Geddes estava na passadeira vermelha ("Desculpe-me, mas não lhe posso dizer de qual cerimónia) quando Paula Abdul se dirigiu a ele e lhe deu um grande abraço. "Depois o seu rosto mudou e ela perguntou: ‘Nós não nos conhecemos?’ E eu respondi: ‘Não, lamento.’ Ela está tão habituada a ver-me neste tipo de coisas e achou que me conhecia."

Paula Abdul
Paula Abdul Foto: Ethan Miller- Getty Images

A razão por que Will Geddes é tão bem conhecido pelo Um Por Cento e, no entanto, tão capaz de ser ignorado por ele, é por saber todos os seus segredos. Ele é o homem a quem os super-ricos e os chefes de estado recorrem quando recebem uma ameaça de rapto ou de morte. (Já protegera duas das pessoas que, no mês passado – não naquele momento sob a sua proteção –, receberam bombas-tubo nos EUA.) Famílias reais contratam Geddes para protegê-las; uma apresentadora de notícias e uma atriz de Hollywood já recorreram aos seus serviços e os seus assediadores foram ambos presos. Nomes famosos já lhe pediram que os fizesse desaparecer – levando-os para casas seguras e longe dos paparazzi – quando um escândalo que os envolve está prestes a rebentar. Grandes empresas pedem-lhe que trate dos seus negócios menos agradáveis. Oligarcas empregam-no para descobrir se as suas mulheres estão a dormir com os mordomos. Uma empresa discográfica pediu-lhe proteção depois de um grupo de rap que tinha despedido a ter ameaçado de bombardear a sua receção e matar todos os seus executivos. "Eu aconselho as pessoas a contarem-me tudo. Já tive presidentes de empresas a chorarem desalmadamente à minha frente e pessoas muito famosas a dizerem: ‘O mundo vai desabar à minha volta. Isto é o fim.’ Já tive pessoas – pessoas que você identificaria imediatamente – a dizerem-me: ‘Will, alguém pode fazer um filme baseado nisto.’ E eu responder-lhes: ‘Mas ninguém iria acreditar.’ Mas é claro que depois de eu resolver os problemas, eles não tendem a partilhar o meu nome. Eles pensam: ‘Se eu recomendar o Will, os meus amigos vão saber que tive um problema grave.’" Sentado no Ivy Club, no centro de Londres, Geddes, que é alto e garboso no seu fato bem cortado e que emana aquele tipo de elegância que se vê em pessoas que frequentaram colégios privados ("Eu frequentei um colégio privado, mas não lhe vou dizer qual, pois não foi nenhum dos mais chiques"), fora-me descrito como o Guarda-Costas da vida real. Na verdade, tanto em termos de descrição profissional como de persona, ele não parece um ex-soldado a ladrar "Sim, senhora" num drama da BBC, mas um James Bond, embora mais parecido com a versão jovial de Roger Moore (ele admite alegremente que vai com regularidade à manicura) do que a temperamental de Daniel Craig. "Eu estou um pouco cansado dessa cena do James Bond", lamenta-se, com uma expressão tonta que nada tem a ver com o 007. "Podemos partilhar o mesmo alfaiate, mas é só isso. Prefiro o Ray Donovan – imensas pessoas comparam-me com ele. Não vê o Ray Donovan? Oh, meu Deus! Tem de ver." Descubro que Ray Donovan é mais uma série que ainda não consegui ver, protagonizada por Liev Schreiber e passada em Los Angeles, descrita na Amazon Prime – onde podemos assistir à primeira temporada – como "o homem chamado para resolver as situações mais complicadas e incendiárias das celebridades, dos superatletas e dos magnatas da cidade."

Jon Bon Jovi
Jon Bon Jovi Foto: Charley Gallay- Getty images

Previsivelmente, Geddes não divulga o nome dos seus antigos clientes, mas já foi visto em público com Vanessa-Mae, Jon Bon Jovi, Emeli Sandé, Jack Black, Eva Herzigova e Jermaine Jackson. "Há tanta gente bem mais importante do que esses. Adoraria contar-lhe mais, mas não posso", suspira, espetando a sua salada de lula e chouriço com um garfo. Não faz mal. Mesmo sem mencionar nomes, Geddes, cuja voz é assustadoramente parecida com a do falecido Sir David Frost, é uma companhia superagradável, sem dúvida uma das razões pelas quais é tão popular entre as pessoas que lhe pagam para ficar a seu lado durante dias, semanas ou meses. (Uma vez passou dois anos retido pela mesma pessoa, "disponível dia e noite", mas geralmente concorda com a frase de Kevin Costner no filme O Guarda-Costas, segundo a qual se ficar demasiado tempo com o mesmo protegido ou cliente "tornamo-nos complacentes".) No entanto, mesmo que não possa pagar os seus serviços a 350 libras por hora ou 3.000 libras por dia (embora ele faça muito trabalho gratuito), não tem necessariamente de contratar Geddes, tal como fizeram Jack Black, seu alegado antigo protegido, ou Paula Abdul, que o viu em tantos eventos de passadeira vermelha que o cumprimentou como amigo, uma vez que ele tenta arranjar pessoas compatíveis com os clientes: mulheres para acompanhar mulheres, pais com filhos pequenos para acompanhar pais com filhos pequenos e por aí adiante.

Jack Black
Jack Black Foto: robyn Beck- Getty Images

"Quando estamos no Iraque a proteger um cliente numa viagem de Basra para o Kuwait, usamos umas personagens com um aspeto guerreiro, mas se estamos com um homem de negócios grisalho com dinheiro novo, vai haver uma discrepância enorme", diz. "É tudo uma questão de soft skills. Os hard skills existem em todo o lado." Quando fala em ex-soldados que deixaram o exército, manifesta dificuldades em salientar a sua regra número um: nunca se esquecer da sua posição na hierarquia. "Noventa por cento deste trabalho é entediante, mas 10% é muito excitante. Um dos nossos rapazes estava com clientes nas filmagens do último programa de Oprah Winfrey. Todos os líderes mundiais e superestrelas estavam lá e abraçaram-me e disseram-me: ‘Que agradável encontrar-te por aqui, Mark. Como está a família?’ Mas eu digo sempre: ‘Sejam quais forem os convites que os clientes te façam, lembra-te de que és um funcionário.’ O erro mais comum que as pessoas cometem é esquecerem-se disso. Em O Guarda-Costas, ele [a personagem de Richard Madden] anda a dormir com [a personagem de Keeley Hawes] a secretária de estado – essas coisas acontecem." "Uma vez, uma atriz de Hollywood tentou seduzir-me", acrescenta, mesmo antes de eu lhe perguntar alguma coisa. "Eu disse-lhe: ‘Lamento, mas não posso.’ Acho que não tem nada a ver com o meu aspeto físico. Não quero soar misógino, mas acho que muitas mulheres procuram um protetor."

Emeli Sandé
Emeli Sandé Foto: Frank Hoensch- Getty Images

Quase conseguimos ouvir os gritos de indignação do movimento #MeToo, mas não me parece que isso incomode Will Geddes, de 52 anos, que é definitivamente old-school. Tanto em conversa comigo como nas redes sociais, ele refere-se constantemente à sua mulher (a segunda) como "a General de Cabelo Comprido" e desespera-se com os homens que não cedem os lugares às mulheres no Metro. "Não custa nada sermos cavalheiros", fulmina.

Tendo em conta o seu comportamento, presumi que Geddes, que é originário de um dos condados em redor de Londres (o seu pai era corretor de seguros e a mãe, estranhamente, uma dona de casa que usou a sua herança para fundar a instituição turística London Dungeon), tivera formação militar, mas não. "Eu não sou um ex-soldado que faz bolachas, um antigo oficial dos serviços secretos, um ex-polícia. Sou um civil e ajudei muita gente a perceber que não tem de fazer essa aprendizagem para fazer aquilo que fazemos." Depois de sair da escola com quatro certificados de Nível O [o então Well Ordinary Level] e uma paixão pelas artes marciais, Geddes começou a dar cursos de proteção pessoal a colaboradoras de grandes empresas. Algumas das suas alunas pediram-lhe que tratasse da sua segurança em viagens de negócios a países perigosos. Vinte e dois anos mais tarde, ele gere a empresa de consultoria de segurança ICP (International Corporate Protection) com uma equipa fixa composta por cerca de 30 pessoas em Londres e cerca de 600 colaboradores a nível mundial. Pelo caminho, evacuou da Indonésia, "da maneira possível", dezenas de empresários americanos em pânico durante os motins de 1998 que se seguiram à queda do presidente Suharto. Ele não o diz por tantas palavras, mas podemos aperceber-nos de que organizou a repatriação do corpo da correspondente de guerra do The Sunday Times, Marie Colvin [que originou o filme Uma Guerra Pessoal], depois de ela ter sido morta na Síria, em 2012. Negociou com a al-Qaeda e o Estado Islâmico e trabalhou constantemente no Afeganistão e no Iraque. (Coincidentemente, ele estava de férias na Tailândia durante o tsunami de 2004, ao qual assistiu do alto de uma colina, passando o resto das férias a tentar encontrar sobreviventes britânicos.) "Na maioria dos ambientes hostis é provável que levemos um tiro, embora devêssemos estar a desviar o cliente para longe desses riscos", continua. "Tenho uma cicatriz nas costas porque uma pessoa adorável me espetou uma faca. Quem foi? Não me lembro. Provavelmente a minha primeira mulher." Ri-se, altíssimo.

Por mais agradável que Geddes seja, o seu mundo é duro. "No nosso ramo perguntam-nos constantemente: ‘Já mataste alguém?’ É uma pergunta tão indelicada. Quer dizer, pense nisso... Um dos meus colegas saiu-se com a melhor resposta possível e que foi: ‘Bem, trabalhei nas cozinhas do exército britânico, por isso é altamente provável.’" E então, ele matou alguém? "Passando à história seguinte", diz rispidamente Geddes. Os seus potenciais clientes são cuidadosamente avaliados. "Se a pessoa vier de determinado local, então eu recuso porque não sabemos se está envolvido em algum tipo de atividade criminosa. Posto isto, existe um limiar de tolerância em termos do que é ou não é considerado atividade criminosa. No outro dia, um cliente disse-me: ‘Queremos informação sobre um oligarca com quem estamos a fazer negócios.’ E eu respondi: ‘As coisas variam consoante o que é tolerável em determinados ambientes.’ Algumas das coisas em que estiveram envolvidos podem ser legais em alguns países e noutros não. Não é linear. Eu acho que quando nos sentamos e olhamos alguém nos olhos conseguimos ter alguma ideia. Não é infalível, mas é uma maneira de avaliar se a pessoa esteve envolvida em alguma coisa ou não. Apesar disso, recusei Robert Mugabe, uma vez. Tenho princípios." Will passou muito tempo a ajudar empresas ocidentais a instalarem-se em antigos países comunistas. "Depois da queda do Muro de Berlim, uma empresa de serviços financeiros abriu o seu escritório e fixou uma placa à porta. Pouco depois, estava um homem enorme vestido com um casaco comprido de cabedal a bater-lhe à porta, bloqueando a luz e dizendo: ‘Têm de pagar seguro contra incêndios.’ Mandaram-no embora, mas alguns dias depois alguém de outra ‘companhia de seguros’ bateu-lhes à porta." As leis americanas e britânicas proíbem o pagamento de subornos por empresas, pelo que Geddes era chamado para negociar. "Perguntávamos: ‘Qual a maior e a pior organização da cidade?" Depois encontrávamo-nos com o seu líder e dizíamos: ‘Muito bem, compreendemos que o nosso cliente tenha de pagar algum tipo de proteção, mas em troca tem de garantir-nos que todas as outras companhias parem de exigir pagamentos. Se não, o meu cliente vai-se embora e ninguém recebe nada.’" Mas a maior companhia de seguros poderia não ser delicada no silenciamento dos seus rivais, comento. "Isso é problema deles", ri-se Geddes. Neste momento, no círculo de Will Geddes, fala-se muito sobre o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi por agentes seus compatriotas no consulado do seu país, em Istambul. "Eu conheço alguns pormenores sobre o que aconteceu que você nem vai querer saber, mas foi a maior barbaridade possível. Horrível", diz Geddes. Mas isso não afetará minimamente as nossas relações com os sauditas no futuro. "De certo modo… Eu não tenho a certeza que deva", comenta. "Não querendo menosprezar este terrível incidente, se olharmos para o panorama geral conseguimos perceber a razão pela qual alguns governos dizem: ‘Por que haveremos de negar estes rendimentos a milhares de famílias?’ Estes são os resultados colaterais de fazer negócios com este Estado? Quando é que isso se torna injustificável?" Voltando ao que interessa, Khashoggi não teria sido assassinado se estivesse sob a proteção de Geddes. "Há riscos mitigáveis e riscos inaceitáveis – certamente não o teríamos deixado meter-se em situações diplomáticas para as quais não existe legislação local. É como cair de paraquedas em Riade – só um maluco é que faz isso." De um modo geral, Geddes diz que o mundo não é mais perigoso hoje do que em qualquer momento anterior da sua carreira. "A proliferação das notícias instantâneas faz com que algumas coisas más se tornem públicas muito mais depressa." Mas as redes sociais tornaram a atmosfera prevalecente mais venenosa. "Há esta atmosfera horrível de amargura e de ódio. Eu acho que vamos todos parar ao inferno, mas de certo modo isso vai ajudar-me [no meu papel] de garantir a segurança das pessoas."

A Internet abriu certamente um novo caminho – bem largo – para Geddes, que acaba de publicar, como coautor, um livro (muito útil chamado Parent Alert! How to Keep Your Kids Safe Online) e lançou uma app, TacticsOn, com sugestões de segurança e uma engenhoca que lhe permite saber onde estão os seus filhos, fazê-los avisar quando chegam a qualquer lado, ativar um botão de pânico e contactar os serviços de emergência em mais de 80 países. Os clientes estão sempre a pedir-lhe que programe os seus computadores portáteis e telefones para que as suas comunicações não sejam vulneráveis. "Em alguns casos, pensamos: ‘É evidentemente para falar com a amante…’ Mas sabe que mais? Essa pessoa não está a violar nenhuma lei e por isso não quero saber." Entretanto, há constantemente problemas de extorsão. Só esta semana ele teve de acalmar uma influencer – "Não percebo mesmo o que é isso" – com centenas de milhares de seguidores que descarregara um vírus enquanto via pornografia. "O alerta dizia: ‘Ligámos a tua webcam e conseguimos ver o que andas a fazer e vamos mandar o material aos teus amigos a não ser que nos envies uma bitcoin.’ Ela ficou muito preocupada, mas eu disse-lhe: ‘É uma treta. Mas pare de visitar websites marotos.’" Mais recentemente, uma estrela pop proeminente contactou-o a dizer que o ex-namorado estava a pedir-lhe 50 mil libras para não divulgar fotografias íntimas que ela lhe enviara. "Eu recebo muitos pedidos deste género. Resolveu-se tudo sem ela pagar um tostão. Recuperei o telefone e assegurei-me de que não existiam cópias. Expliquei ao indivíduo que a extorsão é crime e que, uma vez que fora ela quem tirara as fotografias, era dona dos direitos de autor." Durante um segundo ele soou invulgarmente como o polícia do Noddy, mas depois voltou ao seu estado normal. "Sinceramente, eu acho surpreendente quantas destas mulheres famosas arranjam namorados estúpidos. Quanto mais bonitas ou famosas são, mais os homens normais se sentem intimidados e sem coragem para se aproximarem delas. Os únicos tipos suficientemente persistentes para insistirem são os palermas." Ele tem pouco tempo para quem quer contratá-lo como acessório e não por razões de segurança. "Há um casal particularmente famoso que me pediu duas vezes para trabalhar para eles e recusei-os em ambas as ocasiões porque eles eram difíceis – tentam esquivar-se à equipa de segurança e escondem informação. Se não conseguirmos proteger o cliente, qual é o propósito?" As celebridades mais fáceis de gerir costumam ser as que estão mesmo no topo da cadeia alimentar. "É a mesma coisa com os indivíduos extremamente ricos: são as pessoas mais encantadoras do mundo porque já não têm nada a provar. Aqueles que valem até 50 milhões de libras é que são difíceis. Do mesmo modo, as pessoas mais perigosas que já conheci costumam ser as mais simpáticas. Já olhei nos olhos de pessoas que cometeram atos verdadeiramente maléficos, mas – sem querer depreciar o seu poder – há um ditado que diz que a lata vazia faz mais barulho." Por vezes, contudo, os membros da Lista A podem ficar demasiado convencidos. "Eu estava no meio de um incidente terrorista e uma estrela de filmes de ação de Hollywood, com quem nunca trabalhei, ligou-me de repente para me perguntar o que se passava. Eu disse-lhe: ‘Desculpe, estou no meio disto. Adeus.’ Ele queixou-se ao amigo que lhe dera o meu número: ‘Ele desligou-me o telefone na cara! Ninguém, literalmente, me desliga o telefone na cara!’ Mas não era ele quem me estava a pagar." Geddes vive em Knightsbridge e conduz um carro vistoso (não me diz qual é, mas o último foi um Aston Martin). Não tem filhos ("Eu nunca senti o impulso da paternidade. Tenho dois gatos. São os meus filhos.") e diz despreocupadamente que não sabe bem o que a sua mulher faz – "É uma pessoa muito ocupada" –, mas "é muito compreensiva" em relação ao seu estilo de vida, o que não é um dado adquirido nesta indústria. "Muitos homens já têm pelo menos um divórcio às costas. Temos sempre uma mala à porta com o passaporte e o cartão de crédito lá dentro para podermos ir a correr para o aeroporto e todos os clientes apreciam disso", diz Geddes. "Eu disse à minha mulher, no princípio do nosso casamento: ‘Posso precisar de desaparecer. Nem sempre posso dizer-te para onde vou. E embora te ligue quando puder, não vai ser todos os dias.’ E sempre que estiver de volta e estivermos sentados a beber uma magnífica garrafa de Chablis, não vou dizer-lhe o que andei a fazer porque ela só vai ficar mais ansiosa. O que ela não precisa de saber, não precisa de saber. Mas se eu tiver estado a trabalhar com uma celebridade, ela diz: ‘Conta-me tudo!’" E ele conta? "Claro que não!" Ela não ficou impressionada quando "um nome que reconheceria imediatamente" lhe enviou uma mensagem de vídeo a implorar-lhe para deixar o marido dela ficar mais tempo com ele. "Bem, não era o George Clooney…" Outro episódio engraçado foi quando um cliente "muito antigo" ficou confuso por receber uma mensagem de Geddes, que estava no quarto de hotel ao lado, destinada à sua mulher, a dizer: "Boa noite, querida. Dorme bem." É claro que nenhum destes homens deve demonstrar que conhece Geddes num local público. Mas quando voltarem a ter um problema, vão pegar no telefone. "Eu digo a toda a gente. Tem o meu número. Guarde-o. Se lhe passar pela cabeça se deve, ou não, telefonar-me, já deveria estar a fazê-lo."

Saiba mais Will Geddes, segurança, Lista A, Hollywood, Paula Abdul, George Clooney, Jack Black
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