Artes / Prazeres

Obras de Joana Vasconcelos, Hugo de Almeida Pinho, Diogo Bolota e José Taborda com vista para a rua

O El Corte Inglés, em parceira com a ARCOlisboa 2026, transformou as suas montras em galerias de arte. A exposição de obras de artistas portugueses é uma iniciativa de ligação do centro ao universo da arte e da cultura.

Joana Vasconcelos na montra do El Corte Inglés
Joana Vasconcelos na montra do El Corte Inglés Foto: DR
22 de maio de 2026 | Rita Pinto da Silva / com Patrícia Domingues

Escolha a Must como "Fonte Preferida"

Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.

Todos os clientes e visitantes da cidade podem, até dia 31 de maio, descobrir esta iniciativa artística na Avenida António Augusto de Aguiar. Foram disponibilizadas as duas montras de rua com maior destaque para a apresentação destas obras de arte contemporânea. Um diálogo entre o espaço urbano, o público e a arte. Uma iniciativa que transforma o centro num ponto de encontro cultural e promove a aproximação de novos públicos ao universo artistico.

O objetivo passa também por mostrar aquilo que os visitantes podem encontrar na ARCOlisboa 2026, como se de um pequeno teaser se tratasse. Para esta edição, o El Corte Inglés convida a artista Joana Vasconcelos, uma das mais reconhecidas artistas portuguesas contemporâneas, representada pela galeria Baró, de Palma de Maiorca, e com exposição fixa na primeira montra. É reconhecida pelas suas esculturas monumentais e instalações imersivas e frequentemente se se foca na transformação de objetos do quotidiano. 

Relacionada

Já a galeria portuguesa dialogue, que apresenta o projeto Home Sweet Home e inspirado em Philosophy of the Home de Emanuele Coccia, conta com obras de Hugo de Almeida Pinho, Diogo Bolota e José Taborda, que podem ser vistas na segunda montra do centro comercial. Com o imaginário surpreendente e o humor visual poético e subtil de Jacques Tati, esta proposta passa pela ligação metafórica entre seres humanos, objetos e emoções, onde todos se entrelaçam na ideia da casa como um espaço metafísico que molda a nossa existência. Neste sneakpeak da exposição o espaço doméstico, como descrito na nota de imprensa do El Corte Inglés, surge como "um cenário bidimensional onde cinco elementos, entre ferramentas, símbolos, divisórias, acessórios e adereços, se diluem entre si, criando uma identidade partilhada entre os próprios objetos e quem os observa".

Home Sweet Home na montra do El Corte Inglés
Home Sweet Home na montra do El Corte Inglés Foto: DR
Relacionadas

Fotografias de um Portugal desaparecido

A Fundação Calouste Gulbenkian recebe a obra de Todd Webb, fotógrafo norte-americano que registou Portugal entre os anos 70 e 80. O resultado é um retrato raro de um país em transformação e de uma Lisboa que o tempo entretanto apagou.

Mais Lidas
Artes As obras mais emblemáticas do Museu de Arte Proibida

Com uma seleção de mais de 200 obras de arte censuradas, proibidas ou denunciadas em algum momento, o novo espaço, em Barcelona, promete pôr os visitantes a pensar sobre os motivos e as consequências da censura, com obras que vão de Goya a Banksy.