LAAF 2026. Onde o clássico e o contemporâneo se encontram para uma boa conversa
A Associação Portuguesa dos Antiquários (APA), traz de volta a Lisbon Art & Antiques Fair (LAAF) à Cordoaria Nacional em Lisboa, entre 9 e 17 de maio de 2026 – uma feira dedicada aos amantes das artes e antiguidades que reúne antiquários, galerias, designers e especialistas.
Na sua 23ª edição, a LAAF propõe uma viagem que atravessa séculos de história, refletindo a riqueza e diversidade da cultura material. Em paralelo, regressam as já aclamadas Conversas sobre Arte, um ciclo de debates que aborda temas relevantes não só para o público e profissionais do setor, mas também para a própria cidade de Lisboa - criando um espaço de diálogo que vai além da exposição.
Num contexto em que o público se torna cada vez mais exigente em relação à qualidade, a LAAF reforça o seu compromisso com uma oferta criteriosa e diversificada. Em declarações à Must, Francisco Pereira Coutinho, vice-presidente da APA, sublinha que a organização procura introduzir novidades a cada edição, sem perder a essência da feira: “baseada na grande qualidade das obras apresentadas, assim como na sua variedade, reunindo diferentes expressões das artes decorativas como mobiliário, arte sacra, joalharia, ourivesaria, tapeçarias, design, arte moderna e contemporânea, azulejaria, entre outras.” Este ano, acrescenta, a aposta mantém-se na diversidade, com a presença de novos expositores e diferentes abordagens às artes decorativas, com o objetivo de atrair novos públicos.
A edição de 2026 distingue-se também pelo reforço da sua vertente editorial. O catálogo Antiguidades: do Clássico ao Contemporâneo propõe-se como um espaço de reflexão e pensamento crítico, contando com contributos de nomes como Bárbara Coutinho (diretora do MUDE), António Filipe Pimentel (consultor na Fundação Calouste Gulbenkian) e João Paulo Queiroz (presidente da Sociedade Nacional de Belas Artes).
A presença institucional ganha igualmente destaque nesta edição. Como explica Francisco Pereira Coutinho, “um bom exemplo dessa aposta na variedade com qualidade são os dois museus convidados: o Museu de Arte Contemporânea – Museu do Chiado e o Palácio Nacional da Ajuda, duas instituições de grande prestígio e em polos opostos.” A sua localização, estrategicamente posicionada à entrada da feira, pretende funcionar como um gesto simbólico de dar as boas-vindas ao público.
No plano internacional, a LAAF continua a afirmar a sua ambição. Questionado sobre o posicionamento da feira no panorama europeu, o vice-presidente da APA reconhece a inspiração em eventos como a BRAFA, sublinhando: “Temos consciência da nossa dimensão, que é mais reduzida, mas não deixamos de olhar para essas feiras como exemplos a seguir.” Uma afirmação que revela tanto pragmatismo como ambição.
A colaboração com o estúdio OITOEMPONTO é outro dos pontos de continuidade, materializando-se num projeto cinematográfico do espaço. O objetivo passa por “espelhar o savoir-faire do estúdio de interiores e o seu conhecimento aprofundado sobre feiras internacionais”, acrescentando uma camada visual e conceptual à experiência da feira.
No final, o convite fica lançado: “Quem já conhece a LAAF sabe que é uma feira onde vai encontrar obras excecionais, muitas vezes guardadas pelos expositores propositadamente para serem apresentadas aqui pela primeira vez.” A isso soma-se a presença de novos participantes, uma renovada atenção à cenografia dos espaços comuns - com uma entrada cada vez mais impactante - e um programa paralelo que inclui lançamentos editoriais, debates diários e provas de vinho.
A LAAF pode ser visitada diariamente, de 9 a 17 de maio, entre as 15h e as 21h, com horário alargado até às 23h aos sábados.
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