Kimbrel Porto Tawny 50 anos: o novo nome do Douro já nasce com meio século de história
A ideia de David Sylvester é ambiciosa, mas precisa: “Qualquer vinho do Porto que produzamos e que não consideremos digno de uma declaração Vintage ou de ser guardado durante anos ou décadas nunca terá o rótulo Kimbrel”.
O americano, que comprou uma quinta no Douro Superior (Vale do Roncão), vai passar a comercializar vinhos do Porto e tranquilos com a marca Kimbrel, um nome que homenageia o avô de David, um aviador condecorado da Força Aérea dos EUA.
Recentemente lançou o Porto Tawny 50 anos e o Porto Vintage 2023, além de três vinhos tintos Douro DOC, que vai comercializar em Portugal e nos Estados Unidos, mercados onde o fundador da Kimbrel Wine Company se vai focar. David Silvester conta que este tawny : “é um verdadeiro golpe de sorte” porque quando comprou a quinta, também adquiriu cerca de 2700 litros de vinho do Porto antigo. Assegura que o vinho foi cultivado, produzido e envelhecido na quinta e justifica que embora seja novo no Douro, passou a fazer parte “de um longo legado e tradição” num projeto que é, para o investidor, “geracional”.
David podia falar demoradamente sobre a história dos vinhos do Porto do Vale de Roncão, do solo ou das condições do microclima, mas prefere garantir que: “este tawny em particular é fantástico” e que quem o provar “vai compreender”.
Quanto ao preço, de 450 euros, o produtor refere que está “em linha com o mercado”. Diz que “é certamente caro, inferior ao de alguns vinhos desta designação de 50 anos e superior ao de outros”. Acrescenta que “existem muitos tawnys antigos excelentes de muitos produtores, mas colocaria o vinho a competir com qualquer um deles”. Conclui que não tem muito stock, mas não tem dúvidas de que “esgotaremos rapidamente a este preço assim que o mercado perceber o que estamos a oferecer”. David Sylvester garante estar muito orgulhoso do que as gerações anteriores de enólogos conseguiram produzir na Kimbrel, mas o mesmo acontece com vinhos que fazem hoje e que “as gerações futuras poderão lançar daqui a mais 50 anos”.
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