AkaCorleone desafia a complexidade humana em "Duality of Perception"
O artista convida a explorar o delicado equilíbrio entre luz e sombra, o belo e o inquietante. Uma mostra que é uma jornada profunda pelas contradições humanas e que marca a estreia do português em Nova Iorque.

Após o sucesso da sua exposição anterior, Temple of Light, que explorava a polaridade entre luz e escuridão no contexto do isolamento pandémico, AkaCorleone retorna com uma visão ainda mais amadurecida de algumas questões semelhantes. Em Duality of Perception, cada peça interativa desafia o visitante a refletir sobre escolhas e a descobrir significados no que parece contraditório. Inspirado pela noção de que a dualidade está presente em tudo, o artista evoca a coexistência de opostos como um reflexo da identidade humana, onde o bem e o mal, o claro e o escuro, coexistem para criar uma identidade autêntica.

Realizada na conceituada galeria Frevo em Nova Iorque, a apresentação marcou a estreia do artista em solo norte-americano. A Frevo apresenta-se como um espaço multifuncional, na qual a arte e a gastronomia convergem numa experiência de fine dining envolvente. O convite veio de Bernardo Silva, português radicado na cidade, que sonhou com um espaço onde a cozinha contemporânea e a arte pudessem dialogar diretamente. Assim, ao lado das criações visuais, a gastronomia torna-se parte integrante da experiência, contribuindo para uma imersão sensorial completa.

AkaCorleone, ou Pedro Campiche, traz consigo uma carreira construída na vanguarda da arte urbana e do muralismo, na qual explora incessantemente novos materiais e técnicas. Desde os primeiros passos no graffiti até ao desenvolvimento de uma linguagem visual vibrante e cheia de cor, o artista desafiou continuamente os limites entre o analógico e o digital, levando as suas obras para além do convencional. Em Duality of Perception, a ousadia manifesta-se em materiais diferenciadores, como o acrílico com textura terrazzo e o LED Néon, que intensificam a experiência visual e tátil das suas composições. Esta exposição é, assim, um espelho da sua procura por experimentar e recriar o mundo ao seu redor.

Para o artista, cada obra é um reflexo da sua própria evolução pessoal. Como o próprio confessa em comunicado, passou de uma visão polarizada do mundo para uma compreensão mais matizada, em que a dualidade é vista não como conflito, mas como uma dança essencial que molda a percepção. Este entendimento é transmitido ao visitante, que, ao percorrer a exposição, é encorajado a olhar para dentro e a confrontar as suas próprias dualidades.
Com Duality of Perception, AkaCorleone reafirma o seu compromisso com uma arte que transcende o estético, tocando em questões profundas e universais. Esta mostra, que estará patente até fevereiro de 2025 em Nova Iorque, é um convite para descobrir que, na tensão entre opostos, encontramos o equilíbrio, como também o nosso verdadeiro propósito. De destacar que a mostra será apenas nos Estado Unidos, não existindo nenhuma confirmação para Portugal.
12 Pentagons. De um hobby de confinamento a parcerias com a Burberry, Apple e FIFA
Aquilo que começou com uma brincadeira com cabedal há quatro anos é agora um negócio com milhares de seguidores e milhões de likes em todas as plataformas.
Valsa perdida de Chopin foi encontrada
Foram precisos 200 anos para que esta música do compositor polaco voltasse a ver a luz do dia. Foi descoberta por acaso, no arquivo de um museu nova iorquino, e diz quem sabe que foi, provavelmente, escrita em tenra idade e que o mais provável é que o músico preferisse que continuasse escondida numa gaveta.
"Blinds": A primeira escultura ao ar livre de Martin Margiela
Conhecido por redefinir o conceito de moda, o designer surpreende com a sua primeira escultura ao ar livre. A peça monumental ocupa um lugar de destaque na renovada Schuttershofstraat, em Antuérpia, e desperta a curiosidade de quem por lá passa.
Um hobbie que se tornou viral e que mostra os quadros mais icónicos de cada país Europeu. Saiba o que o autor escolheu para Portugal.
Uma dupla de curadoras lança o projeto artístico que consistem em expor obras num apartamento de 200 metros quadrados ainda em obras, na Lapa, em Lisboa.
O espólio documental da poeta, crítica de arte, performer e professora será agora objeto de tratamento e de conservação pela equipa da Biblioteca de Arte Gulbenkian, da Fundação Calouste Gulbenkian, estando em breve disponível para consulta pública.
Quanta Terra Quanta Arte é a nova exposição que leva ao planalto de Alijó os nomes de Vhils, HelioBray e Paulo Neves. Vai estar patente até ao final do ano e cada visita inclui uma prova de vinhos. E como são bons esses vinhos…