O Palacete Gomes Freire, que volta a servir de cenário ao evento, será pela primeira vez ocupado na sua totalidade. A expansão traduz-se numa nova configuração do espaço, agora com mais um piso, um jardim com pátio nas traseiras e ainda um anexo, ampliando significativamente a experiência expositiva.
Mais do que uma simples visita, esta edição assume-se como uma experiência imersiva. Cada divisão do palacete é transformada num ambiente distinto, criando uma narrativa própria ao longo do percurso. Realizada em colaboração com a ARCO Lisboa, a Lisbon by Design consolida, assim, o seu lugar como um dos eventos mais relevantes dedicados ao design e ao artesanato em Portugal.
A par da expansão física, o evento estende-se também no tempo. Este ano, os visitantes poderão contar com seis dias de exposição - mais um do que o habitual - numa clara tentativa de ultrapassar o recorde de cerca de 3000 visitantes da edição anterior. O objetivo mantém-se: promover uma maior proximidade entre criadores, colecionadores e público.
Desde a sua origem, a Lisbon by Design tem apostado na valorização tanto de talentos emergentes como de designers consagrados. Em comum, todos apresentam peças únicas, feitas à mão, onde o artesanato e o contemporâneo se cruzam de forma orgânica. Nesse sentido, a feira afirma-se como um verdadeiro ponto de encontro “onde colecionadores, curadores, profissionais e entusiastas de design e artesanato podem conversar, trocar ideias, comprar e ficar a conhecer mais dos artistas e trabalhos expostos”.
Para quem procura aprofundar esse contacto, existem também inúmeras visitas guiadas, pensadas para dar a conhecer as histórias, técnicas, materiais e o processo criativo por detrás de cada peça - acrescentando uma camada de contexto à experiência.
Entre as novidades desta edição, destaca-se a exposição coletiva, descrita como “um novo formato que reúne mais de dez designers, cada um apresentando entre uma e três peças colecionáveis”. Uma aposta que reforça não só a liberdade criativa, como o papel da feira na descoberta e promoção de novos talentos.
O design português ocupa também um lugar central na edição de 2026. A marca KUKAS apresenta uma coleção especial em tributo à sua fundadora, enquanto o Atelier Daciano da Costa se reedita “num diálogo entre legado, continuidade e reinvenção.”
As colaborações continuam a ser uma parte essencial do ADN da Lisbon by Design, dando origem a encontros inesperados entre materiais e linguagens. Entre os destaques, surgem parcerias como Fuschini x Ferreira de Sá, que cruzam mobiliário e tapeçaria, e ainda o trabalho conjunto de Diogo Amaro, Clotilde de Kersauson e Margaux Carel, numa exploração entre madeira e cerâmica. Ao longo de todo o percurso, madeira, mármore, cerâmica, têxteis, palha e materiais híbridos surgem em diálogo ao longo de todo o palacete, sintetizando a diversidade material presente na exposição.
Para Julie de Halleux, fundadora do evento, essa dimensão humana é precisamente o que distingue a Lisbon by Design: “é única porque apresenta os próprios artistas. Por detrás de cada peça há uma mão, uma história, uma presença humana, e aqui os visitantes podem falar diretamente com quem cria. Vejo-me como uma detetora de talento: o meu papel é dar palco a estes criadores e conectá-los ao mundo”.
Pode visitar a feira de quarta a sexta-feira entre as 17h e as 21h e sábados e domingos da 10h às 18h.