Conversas

Juan Gabriel Vasquez, O Informador

Tem 47 anos, um passaporte cheio de carimbos e duas filhas à espera, no regresso a casa, na sempre desconcertante Colombia. Escritor convicto e leitor apaixonado, o autor de O Barulho das Coisas Antes de Cair ou A Forma das Ruínas, obras distinguidas com um coro de elogios e vários prémios, passou por Lisboa para regressar à sua primeira obra, Os Informadores.

Juan Gabriel Vásquez
Juan Gabriel Vásquez Foto: D.R.
27 de março de 2020 | Rita Lúcio Martins

Originalmente lançado em 2004, tem agora a sua edição nacional. Os Informadores (Alfaguara) é oficialmente a primeira obra de Juan Gabriel Vásquez, escritor colombiano de 47 anos distinguido com vários prémios internacionais e elogiado por muitos dos seus pares.

Mario Vargas Llosa considera-o uma das mais originais vozes da literatura latino-americana. Jonathan Franzen atribui-lhe o papel de reinventor da literatura latino-americana do século XXI. Longe do realismo mágico, que admira mas não abraça, o autor recupera nesta primeira obra um episódio menos conhecido da história do seu país, nos anos que se seguiram à Segunda Guerra Mundial: a criação de listas negras e perseguição quase aleatória de judeus mas também de alemães. É daí, de um episódio histórico, que parte para a criação de uma obra onde as camadas se entrelaçam com a minúcia de um artesão, num romance sobre memória e mentira, sobre justiça e culpa, sobre família e humanidade. Sobre a vida de todos os dias, a que perdura nos livros e a que escapa deles.

 

A personagem Sara é inspirada numa pessoa real. Uma mulher que a determinada altura conheceu, tendo sentido que tinha ali material para uma boa história. A realidade é sempre o melhor ponto de partida?

No meu caso sim, claramente. Todos os meus livros nascem de um episódio autobiográfico, é a minha única maneira de trabalhar. O Ruído das Coisas ao Cair nasce das minhas memórias de adolescência, dos primeiros anos da vida adulta, durante o tempo do narcotráfico na Colombia. A Forma das Ruínas nasce do momento em que um médico me depositou nas mãos os ossos de duas vítimas da violência colombiana. Preciso de ter sempre uma vivência, um encontro com a realidade para construir o romance, neste caso para construir a personagem de Sara Guterman, inspirada numa mulher que na verdade se chamava Ruth de Frank, que morreu há cerca de cinco anos. Em 1999 foi ela quem me falou de um episódio da sua vida, passado nos anos 1940, quando o seu pai, um judeu a viver na Colombia, esteve a ponto de perder tudo o que tinha na vida por ter sido incluído nas listas negras dos cidadãos inimigos. Isto só aconteceu pelo facto de ele ser alemão. É dessa crueldade, desse paradoxo da história que vem a ideia para o romance. Falei com esta mulher durante três dias seguidos. Depois investiguei o assunto durante três anos.

Foi um processo de investigação minucioso.

Sim, e essa para mim é uma das coisas mais interessantes no processo de escrever um romance: a sensação de que não sei nada. A verdade é que não sabia que estas coisas tinham acontecido na Colombia, pouca gente o sabe. Há sempre muita investigação da minha parte, para mim é essa a base, mas apenas isso. O romance tem de contar algo mais, algo que vá além dos factos. Os romances têm de nos contar algo que não encontramos no jornalismo nem nos livros de História. Se me limito a contar o mesmo, é uma perda de tempo.

O papel do escritor não é o mesmo que o do historiador. Aquilo que o entusiasma é essa liberdade que o escritor poderá ter?  

O romancista é um historiador de emoções. Não trabalha registando os factos, com documentos. Trabalha com outro tipo de material, que são as emoções humanas. O romance é o lugar onde as emoções, a moralidade e a psicologia podem existir, além dos factos conhecidos. Se queremos saber o que sucedeu nas Guerras Napoleónicas lemos livros de História, se queremos saber como foi viver naquela altura, o que se sentiu, lemos Guerra e Paz, de Tolstói. Isso é o mais importante: a capacidade que o romance tem de registar um lado da experiência humana que nem o jornalismo nem a História podem registar.

E onde ficam a objetividade e a imparcialidade nesse processo? Como colombiano imagino que tenha uma série de ideias e experiências que enformam o seu olhar…

É uma pergunta interessante, porque implica um equilíbrio estranho. O romance não só respeita como valoriza a perspetiva da primeira pessoa. Entendemos o mundo através dos nossos olhos. Por isso o romance, tal como a maioria dos meus romances, está narrado na primeira pessoa. É uma aceitação dessa visão limitada, da ideia de que vamos contando uma história à medida que a descobrimos. Isto, de certa forma, é aceitar a subjectividade. Mas, para mim, se o romance tem uma virtude é precisamente a objetividade que vem da capacidade de dar todos os pontos de vista. Os romances não são teses ideológicas, políticas ou psicológicas. Não tentam provar nada. Os romances examinam um assunto de muitos pontos de vista de forma a entende-lo em toda a sua complexidade. É por isso que o exercício de escrever um romance é, simultaneamente, um exercício de objetividade e subjetividade.

E é uma forma de trazer justiça à própria História? 

Sim, diria até que de trazer justiça à experiência humana. Um romance como Os Informantes é um lugar para lembrar coisas que a História esqueceu. O romance teve sempre este papel na literatura latino-americana, é o lugar onde as histórias que não existem nas histórias não-oficiais dos governos permanecem vivas. Num continente com tantas ditadura, houve uma em todas as partes, há sempre uma tensão entre a história oficial imposta pelo poder e as histórias dos indivíduos. A literatura é o lugar onde essas histórias têm valor.

O livro
O livro " Os Informadores" de Juan Gabriel Vásquez





Gosta de se demarcar do realismo mágico. Porquê?

A determinado momento da minha vida de leitor e sobretudo quando  comecei a escrever, dei-me conta de que o Realismo Mágico tal como tinha sido nos anos 1960 - uma maneira nova de entender a condição dos latinos-americanos  - estava esgotado. Já não levava a nenhum lugar novo. Para mim era como o sinónimo do pior que pode acontecer a um escritor, que é negar-se a descobrir, a abrir novos caminhos. Não entendo um escritor que não queira contar algo de novo, ou contar algo de uma maneira nova. O realismo mágico é uma espécie de caminho pelo qual seguem os escritores mais preguiçosos, para poderem viajar aos ombros de nomes como Gabriel Garcia Marquez e outros… Ou seja, esta minha posição nada se deve a talentos como o de Garcia Marquez, que é um dos maiores escritores de toda a história da minha língua. Escrever um romance na peugada de livros como 100 Anos de Solidão é um privilégio.

Considera este o seu primeiro romance. É um livro de uma grande maturidade, ainda que o tenha escrito apenas com 31 anos…

É um livro muito importante para mim. Foi o lugar onde descobri tudo. Tenho dois romances anteriores, publicados nos anos de 1997 e 1999, que considero exercícios valiosos, mas não mais do que isso. Por isso não os considero parte da minha obra.

Assume que tem direito de escolher aquela que é a sua bibliografia…

Claro, é mais do que um direito. Tenho a obrigação de não desperdiçar o tempo dos meus leitores. Se alguém está disposto a ler um dos meus livros, tenho de dar-lhe algo que valha a pena. Não vamos ao teatro para ver um ensaio, mas sim para ver a peça terminada.

Não o faz por vaidade?

Imagino que a questão possa ser vista por esse lado, mas no fundo trata-se de respeito pelo leitor. Quando lhe proponho um livro estou a assegurar-lhe que está ali algo que representa um bom uso do seu tempo. Digo-o com arrogância, porque o coloco ao nível de outras obras, como as de [Jorge Luis] Borges ou [Gabriel] Garcia Marquez. Mas faço-o porque acredito que os meus livros estão à altura. Não posso dizer isso dos dois primeiros livros que escrevi. Não posso pedir ao leitor que perca o seu tempo com eles. Amo tanto a literatura que não me passa pela cabeça exigir menos que isso.

Então é com Os Informadores que se sente um escritor capaz de exigir tempo ao leitor.

Não voltei a lê-lo, mas quando falo desse livro apercebo-me de que foi com ele que descobri tudo o que é importante. Eu não sabia como escrever sobre a Colombia, descobri com ele. Não sabia quais eram as minhas obsessões enquanto escritor - e isso é o mais importante para um escritor - descobri aqui, no lugar onde a história pública se encontra com as histórias pequenas, a memória, o passado, a culpa, as relações de família. A estratégia para contar a história, que é a investigação. Terá sido por tudo isto o livro mais importante que escrevi, porque foi o que me permitiu escrever os livros seguintes.

A maturidade que começa aqui, a nível pessoal mas também como escritor, vem de onde? Vem de nos dar-mos ao mundo ou trata-se de um processo mais introspetivo?

Creio que há uma boa razão para que os bons romances de juventude sejam muito raros. Há poucos bons romances, grandes e importantes, escritos antes dos 25 anos do autor. E isso deve-se ao facto deste género exigir experiência, mundo, passar por coisas, boas e más, sofrer. Mas também implica conhecimento do ofício, ter lido muito, ter estudado e saber como se constrói um romance. E estas duas experiências exigem tempo.

Envelhecer é o melhor que pode acontecer a um escritor?

Até um certo ponto, acredito que os romances se escrevem a partir dos 30 anos mas não indefinidamente, porque além de ser um trabalho de grande complexidade, pode ser muito desgastante fisicamente. O peso das emoções gasta o corpo. Estar oito horas frente à história, esgota. Por isso acredito que a época dourada de um romancista começa aos trinta e geralmente termina aos 60, 65 anos. Depois dos 70 anos também são raros os romances extraordinários. Ulisses, do James Joyce, um romance com 800 ou 900 páginas, foi publicado quando ele tinha 40 anos. Estou certo de que ele não o poderia ter escrito aos 70. É um trabalho privilegiado, porque podemos escrever até morrer, mas a cabeça e o corpo têm as suas limitações.

Há uma forma de recuperar de um processo de escrita intenso?

Não… há apenas uma estratégia que não se escolhe, que é a paixão pelo ofício. E isso ou se tem ou não. Eu sempre quis fazer isto. Quero ser escritor desde os meus oito anos e essa paixão está intacta. Quando publico um livro, a emoção é sempre a mesma.

Os afetos e as relações familiares são um dos temas centrais da sua escrita. Nota-se uma contenção, no que a este assunto diz respeito.  

Sim, e essa é uma das minhas convicções literárias. Há que estar longe do melodrama e do sentimentalismo. As histórias que mais mexeram comigo, as mais profundas emocionalmente, não são as que exibem mais emoções, mas Tchekhov, Henry James, Virgina Wolf, que são mais parcos. É uma questão de temperamento. 

Diz que há sempre algo de autobiográfico nas suas obras. Consegue controlar aquilo que dá ao leitor?

Há algo na utilização da nossa vida na escrita que não controlamos bem porque os momentos mais interessantes da escrita autobiográfica acontecem quando começamos a dizer coisas nunca antes ditas, ou que são secretas, ou que não queremos que se saibam ou que nós próprios desconhecíamos. O escritor pode sempre tomar a decisão de editar, eliminar. Mas se o material valer a pena, pode ser interessante deixa-lo lá, disfarçado. E esperar que ninguém se dê conta… (risos).

Juan Gabriel Vásquez
Juan Gabriel Vásquez Foto: D.R.




É inevitável fazê-lo com Gabriel Santoro, a personagem central deste livro.  

Claro. O Gabriel é dez anos mais velho do que eu. Tem circunstâncias distintas das minhas, mas emprestei-lhe pensamentos e emoções, ideias. Estou sempre a utilizar o meu próprio lugar no mundo.

Falando desse lugar… estudou em França, viveu em diferentes países mas há cerca de oito anos acabou por regressar à Colombia. Porquê?

Foi a minha mulher que assim decidiu. O seu pai estava doente, pareceu-nos uma boa altura para voltar e viver perto dele. Também queríamos que as nossas filhas, na altura com sete anos, tivessem uma infância colombiana, como aquela que nós tivemos. Depois houve uma grande coincidência, chegámos um pouco antes do início dos Diálogos de Paz entre o Governo e a Guerrilha. E participei muito no processo de paz, defendendo os acordos.

Tendo saído e voltado, como olha hoje para o seu país?

Seriam precisas 2500 páginas para o dizer (risos). A Colombia é um grande paradoxo. Eu vivi em três países europeus - Espanha, França e Bélgica - e também nos Estados Unidos. Parte da minha educação é inglesa, também conheço bem o país. Viajei muito, nos últimos dez anos terei estado em mais de 40 países… e nunca conheci um lugar tão estranho como a Colombia, um lugar com tantos privilégios geográficos e de riqueza básica, e ao mesmo tempo um lugar que parece doente, marcado pela violência, em que os colombianos se mataram com crueldade durante 70 anos, sem parar. Como se explica este talento que a violência colombiana parece ter para se reinventar? Os anos 1940 foram marcados por uma guerra entre partidos políticos, liberais e conservadores, que depois se converteu em guerrilhas marxistas e em grupos paramilitares de extrema-direita. Nos anos 1970, quando essa tendência parecia dissipar-se chega o narcotráfico, outra fonte de violência e corrupção. Quando há um processo de paz que tenta desarmar a maior e mais antiga guerrilha do continente, os colombianos vetam essa tentativa, através de um referendo, realizado em 2016. Não entendo este meu país. Por outro lado, está repleto de material para romances. Porque o romance é a minha maneira de enfrentar o que não entendo.

A certa altura do seu livro, afirma que é impossível haver cumplicidade quando não se domina a mesma língua. Acontece o mesmo com um país? É impossível compreender a sua verdadeira essência quando não se vem das suas entranhas?

É uma boa pergunta. Creio que sim. Viver a infância e a adolescência num país traz-nos um conhecimento ímpar, que não conseguimos adquirir de outro modo. Vivi em outros lugares mas não escrevi sobre eles. Não porque entenda melhor o meu país, mas porque estou plenamente consciente de tudo o que não entendo. Os países para mim têm duas dimensões. Neste meu regresso à Colombia, dei-me conta de que entedia tudo mas ao mesmo tempo subsistia um mistério. É essa a razão para escrever. Por isso escrevem os escritores sobre os seus países: não porque os entendemos plenamente mas porque os entendemos tão bem que nos damos conta de tudo o que fica por entender.

Viu Narcos, a série da Netflix?

Não. Vi algumas cenas, alguns capítulos. O meu problema é que já tinha visto uma série colombiana chamada Escobar, El Patrón Del Mal e a personagem de Pablo Escobar, interpretado por Andrés Parra, é para mim um dos papéis mais maravilhosos da história da televisão colombiana. É uma interpretação que nos dá uma ideia muito clara de quem era aquele homem. Alguém que podia adorar o seu cão e amar os seus filhos mas era uma profunda encarnação da maldade humana. Não era um monstro. Era simplesmente um assassino cheio de violência e sem escrúpulos, sem nenhum tipo de problema moral, emocional ou humano. A interpretação de Andrés Parra é extraordinária. É contraditório, muito complexo.

Tem-se pronunciado sobre os perigos das redes sociais. Como é ser escritor nesta era?

Dei recentemente algumas conferências em Nova Iorque a esse propósito, sobre o lugar da ficção na era da pós-verdade. É algo que me causa curiosidade e preocupação. Estamos a viver um período muito misterioso e eventualmente não nos damos conta disso. É uma realidade que já está muito estudada, a forma como os algoritmos produzem uma realidade especial para cada pessoa, em função das nossas buscas no Google, das nossas interações nas redes sociais. Tudo isso cria uma realidade especialmente desenhada para cada um, reflexo dos nossos gostos e das nossas preocupações. O algoritmo sabe onde estamos, como nos movemos, o que compramos. E oferece-nos uma versão do mundo. Isto é muito preocupante porque rompe a comunicação. O teu mundo não é o meu. Temos versões e narrativas completamente distintas. É daí que surge a polarização que marca as sociedades, cada vez mais divididas e inflamadas. As pessoas estão alienadas sem o saberem. E participam dessa alienação. Nesse mundo de mentiras, que lugar tem a ficção? A ficção é uma forma muito complexa de dizer verdades sobre o ser humano, mas para os cidadãos normais, que vivem num mundo onde o facebook e twitter lhes dizem mentiras, onde pensam que também os meios de comunicação lhes mentem… concluem que os livros também os vão enganar. Então não sei…

Os livros têm esse papel, até a longo prazo, de trazer alguma luz sobre estes tempos estranhos que vivemos?

Espero que sim, mas não estou muito convencido. É possível que o Romance se converta numa atividade rara e minoritária, como a Numismática. O jornalismo sério todos os dias dá provas da sua necessidade e da sua utilidade mas não estou tão certo que o romance tenha a mesma capacidade de convencer as pessoas… para mim é imprescindível, é uma forma de entender o mundo sem a qual não sei viver.

Há um certo sentido de independência a ele associado.

Claro. O romance diz coisas que não se dizem em nenhum outro lado, é um exercício de curiosidade pelo outro. As redes sociais alimentam o narcisismo e o exibicionismo. O romance é um espaço de concentração, pede-nos que vivamos 300 páginas na cabeça de uma personagem. As redes sociais pedem três segundos para espreitar a vida de mil pessoas, com a ilusão de que são nossos amigos. Não são.

Mais uma vez, o tempo manda. Enquanto leitor de que forma é que ele dita as suas escolhas?

Procuro não me preocupar muito. Se me puser a contar os anos que tenho [47] e os livros que li, sei que que não me resta muito tempo. Se com sorte viver mais 40 anos e pensar que em cada ano posso ler trinta ou quarenta livros… a conta está feita. Tento conservar uma certa curiosidade e paixão. Se me puser a pensar no que é importante ler, vou perder as coisas novas, feitas pela minha geração e não quero correr esse risco.

E pensa no legado, na memória que quer deixar como escritor?

Tento escrever livros que possam ser lidos nos próximos 20, 30 ou 40 anos. Quando estou a escrever trato de tomar decisões de forma a poder contar uma história que continue a ser válida e interessante daqui a 50 anos. Mais nada para além disso.

 

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