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Sexo: guia prático para o melhor exercício físico

Laird Hamilton e Gabrielle Reece, considerados pelo The Times como o casal mais em forma, incluam no XPT, o famoso programa de fitness que criaram, a prática de sexo de dois em dois dias. Mas o que se descobriu é que praticar o dito sexo, mas na versão rápida, espontânea e de preferência em locais inesperados, faz muito mais efeito.

Foto: IMDB
29 de junho de 2020 | Bruno Lobo

O tempo é crucial. Não têm de ser, necessariamente, cinco minutos. Podem ser dois ou três ou quinze. Mas não podem ser duas horas. Queremos urgência e potência, tipo Usain Bolt, mas não o género Carlos Lopes porque isto não é nenhuma maratona. Os benefícios do sexo na saúde, tanto a nível físico como emocional, são bem conhecidos entre a comunidade médica. O sexo reduz as hipóteses de doenças cardiovasculares e, segundo um estudo científico recente, até diminui as probabilidades de contrair cancro da próstata. Torna-nos ainda mais felizes, diminui o stress, melhora o sono, a compleição da pele, faz-nos parecer mais novos, aumenta a fertilidade, os níveis de imunidade do organismo e a tolerância à dor, diminui os riscos de incontinência… Como tudo isto está profusamente documentado, despachemos o assunto, até porque não há tempo a perder.

Se o sexo é óptimo para a saúde, por que razão a maioria das pessoas – com a honrosa excepção dos actores dos filmes para adultos – não o faz com tanta frequência como se deveria? As desculpas são sempre as mesmas: falta de tempo, problemas no trabalho, o carro com falhas na mecânica, as contas, etc… E, provavelmente, até se tira uma hora por dia para se ir correr ou para se ir ao ginásio, já para não falar do tempo que se gasta sentados no sofá a ver a série Segurança Nacional. Com o sexo rápido, acabaram as desculpas. Os detractores – o sexo rápido também tem críticos, na sua maioria mulheres – vão dizer que todos aqueles benefícios para a saúde se conseguem, sobretudo, em longas sessões de sexo, plenas de intimidade. Mas isso não é verdade. No tipo de sexo em apreço também se exercita o sistema cardiovascular, trabalham-se os mesmos músculos, muitas vezes com mais intensidade, libertam-se as mesmas feromonas e dopaminas… Por isso, para que se tenha uma vida mais saudável e longa, aqui fica uma pequena lista do que se deve fazer.

1. Criar um cenário. O que se procura é uma explosão de adrenalina. Por isso, ajuda bastante que, na altura de as pessoas se encontrarem, a tensão já esteja em alta. Comece-se a preparar o momento com alguma antecedência: convém enviar SMS, dizendo o que se gostaria de fazer e/ou o que gostaria que se lhes fizesse. Lembremo-nos que o cérebro é o nosso ponto mais erótico. No momento do encontro, a excitação estará tão acumulada que nenhum dos dois vai perder tempo com futilidades.

Atenção: o sexo rápido pode ser feito com alguém que se acabou de conhecer, com um (ou com uma) amante ou dentro de uma relação. Estamos a presumir – a bem da legalidade – a última hipótese. Caso contrário, muito cuidado com as mensagens escritas. A fuga não é a actividade física pretendida.

  1. Preliminares. Pode parecer um contra-senso, mas iremos perceber que não é. Mesmo que se tenha criado previamente um clima, quando chegar o momento há que prolongar os preliminares. Não queremos ser demasiado gráficos, mas isso será fundamental para se atingir um resultado final "satisfatório" para ambos.
  2. Mude o quadro. Uma das grandes vantagens do sexo rápido é a quebra da rotina. Marque-se o encontro num quarto de hotel, à hora de almoço. Ou dê-se outro uso ao automóvel. Se for o caso de alguém mais aventureiro, pode optar-se por um lugar mais público. O medo de ser apanhado em flagrante também dispara a adrenalina e, como estamos perante uma "operação relâmpago", os riscos baixam consideravelmente.
    "Instinto Fatal" (1992) Foto: IMDb

Atenção: nem todos os lugares servem. Uma casa de banho pública parece um óptimo sítio, mas apenas se for num restaurante gourmet. Há que manter o nível. Numa tasca é capaz de não ser assim tão sexy, a não ser que se pretenda uma situação mais kinky… Descubra se algo que funcione para os dois. Se for o caso de um par muito conservador, pode-se começar, apenas, por trocar de divisão, em casa (cozinha, casa de banho…).

  1. Aproveite o momento. Por vezes, é bom programar-se uma hora e um cenário e ir-se construindo o momento. Mas, noutras, o melhor é agarrar a oportunidade. A espontaneidade é um factor crucial e uma das grandes vantagens desse tipo de sexo. Pode ser quando ambos estiverem a arranjar-se para um jantar a dois; no regresso a casa, a pé ou de carro; logo de manhã, ao acordar; no duche; ou mesmo antes de ir trabalhar. Vai-se descobrir quando acontecer.
  2. Aprática faz a perfeição. Também é uma verdade científica: quanto mais sexo se fizer, maior é a vontade de se repetir. Da mesma maneira, quanto mais sexo rápido (e seguro) se fizer, melhor se irão tornando os praticantes dessa prática milenar. Os pontos mais excitantes do corpo, os locais mais estimulantes… Um saber acumulado que se revela fundamental, quer para o sexo rápido, quer para as sessões de intimidade sem fim marcado. Além de que, como em qualquer actividade física, a regularidade aumenta exponencialmente os resultados. Por isso, do que se está à espera?

 

 

Saiba mais The Times, Laird Hamilton, Gabrielle Reese, sexo, desporto, exercício, sexualidade
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