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Conforto, inovação e design: Quando uma poltrona se veste como um casaco

Desde sempre que a moda procura inspiração na arquitetura, na tecnologia e na arte. Desta vez foi o inverso. A nova Bascule, desenhada pelo Studio Œ, parte das técnicas de alfaiataria para criar uma poltrona que se adapta tão bem ao corpo como o nosso casaco favorito.

Bascule lowback electric blue
Bascule lowback electric blue Foto: DR
06 de agosto de 2026 | Margarida do Carmo / Com Patrícia Domingues Adicione como fonte preferencial no Google

Desenvolvida pela Vitra em colaboração com Lisa Ertel e Anne-Sophie Oberkrome, fundadoras do Studio Œ, esta nova poltrona tem qualquer coisa de familiar. Longe da linguagem habitual do mobiliário e contrariando a ideia de um acabamento perfeito, assume a forma natural do tecido, as suas pregas e a liberdade do movimento, criando a sensação de que já vimos aquela forma em algum lado.   

Essa sensação não é acidental. Ertel e Oberkrome, recorreram a técnicas habitualmente associadas à moda para desenhar uma capa que se adapta ao movimento e ao corpo. "Para nós, a comparação com um casaco não podia ser mais acertada - o nosso casaco favorito que adoramos vestir, macio, familiar e simplesmente confortável", resume Anne-Sophie Oberkrome, em comunicado. 

Lisa Ertel e Anne-Sophie Oberkrome
Lisa Ertel e Anne-Sophie Oberkrome Foto: DR

A Bascule oferece uma amplitude de movimento invulgar, quase como se fosse um baloiço. "O mecanismo suspenso, oculto nos braços da cadeira, responde de forma fluida às alterações no peso de quem se senta e apoia todas as posições, independentemente da estatura corporal", explica Christian Grosen, Chief Design Officer da Vitra, no mesmo documento. "Este ajuste automático ao peso produz um suave efeito de balanço." Uma característica quase obrigatória, visto que o nome da peça é uma das traduções francesas da palavra baloiço. 

Ao mecanismo junta-se um revestimento criado diretamente sobre o protótipo, permitindo observar a forma como o tecido respondia ao movimento. "Era sempre muito entusiasmante ver o movimento expressar-se. Assim que a cadeira se movia, era possível ver como os tecidos reagiam - onde ficavam esticados, onde caíam mais soltos e onde se formavam pregas", recorda Ertel. Ao longo de todo o processo, o foco em desafiar os padrões comuns juntou-se à preocupação pela sustentabilidade, tornando possível que todos os componentes possam ser reparados ou substituídos, sempre que necessário.

Mais do que uma nova poltrona, a Bascule aparece como uma reflexão sobre a forma como olhamos para os objetos. Tal como as peças de roupa, esta cadeira apresenta várias versões, mostrando que o conforto não resulta apenas da aparência, mas sim da forma como acompanha o corpo de quem a utiliza ou, neste caso, de quem nela se senta.

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