O Financial Times conta que os investidores do empréstimo de 50 milhões de dólares serão reembolsados e os cupões serão pagos se a população de rinocerontes negros de Áfrican, nomeadamente no Quénia e África do Sul, crescerem em cinco anos. A "yield" vai depender, então, das mudanças que se registarem nas populações de rinocerontes, que estão em declínio desde os anos de 1970, altura em que eram cerca de 63 mil animais, sendo agora apenas 5 mil. Por isso, se houver redução no número de rinocerontes, os investidores perdem o capital investido. O emitente desta oferta é a Conservation Capital, que baseia a emissão noutras que houve em áreas da saúde e educação. Citado pelo FT, Giles Dabies, diretor executivo da Conservation Capital, explica que existe falta de cerca de mil milhões de dólares por dia de capital para projetos de conservação e as fontes tradicionais, como filantropos e mecenas, não conseguirão responder a essas necessidades. Foi, por isso, procurar uma alternativa. A subscrição só acontecerá no início do próximo ano, mas a promoção já começou.
Jornalista

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