A transformação digital é uma componente crítica para sustentar o crescimento do sistema financeiro não regulado, o que faz da dimensão tecnológica um fator decisivo. São aspetos chave na sustentação do sistema financeiro não regulado tanto a construção de uma relação de confiança como "a segurança, nas suas dimensões de eficácia e proatividade, na realização das transações, a guarda efetiva de informação pessoal, a performance e tempestividade de atuação, assim como a capacidade de proporcionar uma adequada experiência do consumidor", diz Luís Barbosa.
Mas adverte que "a reputação e a sustentabilidade do sistema financeiro não regulado não deixarão de estar intimamente associadas a possíveis eventos de perda materiais para os seus participantes e da compreensão da substância económica, comportamental e ética que presidiu a essa mesma perda, track record e gestão de imagem ", e "até comportamentos desviantes danosos".
Por isso Luís Barbosa antecipa que por autorregulação ou intervenção do sistema legislativo, "esta natureza não regulada venha no futuro a apresentar limites mais contidos. Este cenário deverá ser visto como uma trajetória a criação de uma imagem de confiança (credibilidade ou afirmação) ".

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