Quando o consumo de combustíveis de transporte entrou em colapso este ano, por causa do coronavírus, grande parte da indústria entrou no modo sobrevivência, cortando as taxas de processamento e até mesmo paralisando temporariamente a refinação nalguns casos.
Embora isso tenha ajudado a sustentar as margens do setor por um algum tempo, a combinação dos crescentes custos do petróleo e de uma procura ainda fraca por parte do utilizador final começa a pesar.
Muitos operadores e analistas de petróleo estimam uma recuperação lenta e incerta da procura, por isso há uma questão em aberto sobre a posição das refinarias que fornecem dezenas de milhares de milhões de barris de combustível por ano. É provável que muitas das refinarias em estado mais débil possam ter de fechar de forma permanente.
"A situação da covid acelerou o processo de racionalização que estava a caminho", considera Spencer Welch, vice-presidente do departamento de mercados petrolíferos na IHS Markit. "Isso atingirá a Europa com mais força e em primeiro lugar. Mas também atingirá a América do Norte, particularmente a costa leste".
Embora a indústria de refinação global tenha sido obrigada a cortar capacidade, o impacto provavelmente foi maior na Europa e EUA do que na Ásia, de acordo com a Fitch Ratings. A China, em particular, é um ponto positivo relativo: as operações nas refinarias recuperaram e as margens são ajudadas por um limite mínimo estabelecido pelo governo para os preços dos produtos.
A conjugação de um aperto no mercado do petróleo e de uma procura fraca deverá manter as margens de refinação em mínimos históricas nos próximos meses, segundo um relatório da JBC Energy.

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