Os maiores produtores de petróleo deviam reunir-se no início de junho, num encontro onde era esperado que concordassem num prolongamento dos atuais cortes de produção, cujo prazo termina já em julho. Contudo, acusações de que as quotas não estarão a ser respeitadas por alguns membros do cartel podem ditar que a reunião não se concretize, pondo em causa o acordo sobre o prolongamento dos cortes.
O petróleo, que já estava a cotar acima dos 40 dólares em Londres e registava ganhos, segue agora a perder 1,19% para os 39,10 dólares, alinhando na mesma tendência negativa que o nova-iorquino West Texas Intermediate, que cai por sua vez 0,43% para os 36,65 dólares.
No centro da discórdia estão dois dos principais produtores, a Rússia e a Arábia Saudita. Ambos apontam o dedo a membros como o Iraque e a Nigéria, aos quais exigem promessas firmes de que irão cumprir os cortes na oferta. Caso não exista este compromisso, as conversações previstas para o início deste mês podem não acontecer, ameaçaram os dois gigantes.
A reunião esteve marcada para esta quinta-feira, 4 de junho, mas a data acabou por não reunir consenso, pelo que passou a ser apontada para o início de junho, sem especificação do dia.
Surge assim uma nova questão – a de assegurar que todos os países envolvidos no acordo cumprem a sua parte – numa altura em que a medida de estender os cortes na produção estava a reunir consenso, de acordo com os delegados do cartel que foram citados pela Bloomberg.

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