A Agência Internacional de Energia (AIE) prevê que a procura por petróleo não só regresse aos níveis pré-pandemia como chegue mesmo a ultrapassá-los em breve.
"Na ausência de medidas fortes dos Governos, uma recuperação económica sustentada e preços baixos do petróleo deverão elevar a procura de novo aos antigos níveis e mesmo além deles", afirmou o líder da AIE, Fatih Birol.
Birol vê o consumo da matéria-prima a voltar a ascender aos 92 milhões barris diários ainda este ano, e que em 2021 a recuperação continue para lá dos 100 milhões.
"Nem todas as mudanças causadas pela pandemia são prejudiciais para o uso de petróleo. As pessoas saem menos de casa mas, quando saem, preferem deslocar-se de carro do que de transportes públicos", defende Birol, para depois concluir: "não são as videoconferências que vão resolver os nossos problemas energéticos e climáticos, talvez apenas boas políticas governamentais".
No ano passado, o mundo consumiu cerca de 100 milhões de barris de petróleo diariamente, e algumas vozes da indústria energética já vieram defender que esse possa ter sido o pico do consumo da matéria-prima, ao contrário do que prevê Birol.
O CEO da gigante britânica BP, Bernard Looney, indagou, em declarações ao Financial Times: "pode ter sido o pico? Possivelmente. Possivelmente. Eu não excluiria essa hipótese".

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