Questionado sobre o crescimento dos investimentos chineses em Portugal, Salvador de Mello foi peremptório na resposta. "É muito positivo que haja investimento estrangeiro e era bom que houvesse mais investimento produtivo", afirmou o presidente da Espírito Santo Saúde, à margem da conferência Portugal em Exame, realizada esta manhã, em Lisboa.
E acrescentou: "Eu preferia ter ganho a OPA e não ter sido condicionado como penso que fui".
Recorde-se que o grupo Mello saiu da corrida pela dona do Hospital da Luz no final de Setembro uma vez que não conseguiu ter a decisão da Autoridade da Concorrência a tempo de registar a oferta. Acabou por ser ganha pela antiga seguradora da Caixa Geral de Depósitos, a Fidelidade, controlada pelos chineses da Fosun.
Sobre a economia portuguesa e os desafios que se aproximam, o gestor acredita que muito depende do sector privado. "A gestão privada está sempre sob desafio e não há empresas protegidas. Ou crescem ou morrem", explicou.
"E fundamental apostar no corte da despesa pública e na reforma do Estado. O Estado ainda faz o que não deve e o que não sabe, nomeadamente na regulação", sublinhou o presidente da José de Mello Saúde. E deu o exemplo: "Houve falhas de regulação muito claras nas grandes empresas em Portugal no sector financeiro", rematou.

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