A agência de rating canadiana DBRS reviu em baixa a perspetiva para a evolução da qualidade da dívida do BCP e da Caixa Geral de Depósitos, de estável para negativa.
A DBRS justifica a sua ação, para ambos os bancos, pelo "impacto expectável que o enquadramento económico originado pela pandemia da covid-19 irá ter na rentabilidade e balanço".
"A esperada deterioração do contexto operacional deverá afetar as receitas, a qualidade dos ativos e o custo do risco do banco", sublinha a agência no que diz respeito ao BCP.
No entanto, manteve a notação de BBB (baixo) [último nível da categoria de investimento de qualidade] para o banco liderado por Miguel Maya, dizendo ter, para isso, tomado em consideração "a sua operação estável, perfil de financiamento robusto e almofadas de capital moderadas, bem como a melhoria dos indicadores de qualidade dos ativos".
No caso da CGD, a DBRS considera que o banco, para enfrentar o impacto expectável da covid-19, valer-se-á da sua "posição de liderança de mercado". A poder ajudar estarão também os "progressos na melhoria da qualidade dos ativos, incluindo a redução de non-performing loans [crédito malparado]", refere a Caixa no seu comunicado à CMVM.
O rating de longo prazo da instituição liderada por Paulo Macedo foi reiterado em BBB, que corresponde ao segundo nível acima da classificação de "lixo" – um grau abaixo da notação da dívida soberana de Portugal, que é de BBB (alto).
No passado dia 9 de abril, a DBRS tinha também cortado, de positiva para negativa, a perspetiva para a evolução da qualidade da dívida de longo prazo do Novo Banco.

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